Publicado 12/06/2026 08:44

O PP marca para o final de junho as audiências de Marlaska e da secretária de Zapatero no Senado

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, durante uma sessão plenária no Senado, em 26 de maio de 2026, em Madri (Espanha). Além das acusações feitas ao governo pelo ex-presidente Zapatero, o plenário do Senado recebe perguntas ao governo sobre
Ricardo Rubio - Europa Press

MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz do PP no Senado, Alicia García, anunciou que as comissões de inquérito sobre a gestão da SEPI e sobre o “caso Koldo” marcaram para o final de junho várias audiências, entre elas as do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e María Gertrudis Alcázar, assessora do ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero.

“Os principais expoentes das duas faces da corrupção do sanchismo terão que prestar contas no Senado durante este mês de junho”, proclamou García durante uma coletiva de imprensa na qual detalhou o calendário de audiências promovido pelos “populares”.

Segundo explicou, Marlaska comparecerá no próximo dia 30 de junho na comissão do “caso Koldo” para responder sobre as reuniões mantidas entre a ex-militante socialista Leire Díez e a diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, bem como pela proteção policial que, segundo o PP, Díez recebeu.

A dirigente do Partido Popular acusou o ministro do Interior de “mentir” sobre esses encontros e garantiu que ele deverá explicar “por que colocou escolta para Leire Díez, quem lhe deu essa ordem e por que negou algumas reuniões, que posteriormente foram reconhecidas”.

Por outro lado, García anunciou a comparecimento de María Gertrudis Alcázar no próximo dia 29 de junho. Segundo ela, Alcázar deverá prestar esclarecimentos sobre diversas questões relacionadas ao círculo do ex-presidente do Governo, entre elas a proveniência das joias encontradas pela Unidade Central Operativa (UCO) no escritório de Zapatero no mês de maio passado.

O CÍRCULO DE ZAPATERO

A porta-voz do PP também antecipou a comparecimento de Manuel Aarón Fajardo, a quem definiu como “aquele que abriu as portas da Venezuela para Zapatero encher os bolsos”.

Segundo García, Fajardo comparecerá no próximo dia 22 de junho para responder a perguntas relacionadas às atividades empresariais e políticas ligadas ao ex-presidente socialista no país sul-americano.

Além disso, ela defendeu que a comparecimento de Alcázar permitirá esclarecer, na opinião do PP, diversas ações relacionadas à gestão econômica do círculo do ex-presidente socialista.

Nesse mesmo dia 29 de junho, comparecerá também o ex-comissário do aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, Jesús María Gómez.

Segundo García, o PP quer que ele explique as circunstâncias que envolveram a chegada à Espanha da vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em janeiro de 2020, e as ações realizadas pelas autoridades espanholas durante aquela visita.

A líder do PP sustentou que ainda existem “muitas dúvidas e suspeitas” sobre aquele episódio e sinalizou que a comissão buscará esclarecer diversos aspectos relacionados à escala realizada pela líder venezuelana em território espanhol.

“CORRUPÇÃO E ESCANDALOS”

Durante sua audiência, García defendeu que as investigações abertas no Senado abordam, por um lado, as supostas tramas de corrupção que afetam o entorno do governo e, por outro, as ações que o PP atribui ao chamado “Comando Cloaca”.

Nesse contexto, ele lembrou que a diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, comparecerá no próximo dia 16 de junho para responder sobre suas reuniões com Leire Díez.

Além disso, ela destacou que a promotora-chefe Teresa Peramato também deverá comparecer na próxima sexta-feira, dia 19, à comissão de Justiça da Câmara Alta para prestar esclarecimentos sobre os contatos mantidos entre membros do Ministério Público e a ex-militante socialista.

Segundo a porta-voz do PP, as novas audiências visam apurar responsabilidades políticas e esclarecer os fatos que estão sendo objeto de investigação tanto na esfera judicial quanto parlamentar.

AUDIÊNCIA DE SÁNCHEZ NO CONGRESSO

García assegurou que o Governo enfrenta um “junho muito quente”, marcado pelas investigações relacionadas a diversos casos de suposta corrupção.

Além disso, ela lembrou que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, comparecerá na próxima semana ao Congresso dos Deputados e insistiu em exigir a convocação de eleições gerais.

“Com Sánchez, a Espanha não tem agenda política nem agenda social; tem apenas uma agenda judicial da qual quer se proteger”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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