EDUARDO PARRA / EUROPA PRESS - Arquivo
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
O vice-secretário de Finanças, Habitação e Infraestruturas do PP, Juan Bravo, lamentou que o Governo da Espanha não tenha consultado a formação liderada por Alberto Núñez Feijóo sobre a crise em Ceuta e, ao mesmo tempo, tenha deixado “sozinho” o presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas, sozinho para lidar com a situação.
Em declarações à emissora “Cope”, divulgadas pela Europa Press, Bravo ressaltou que cabe ao Executivo “ter respostas” diante da crise que Ceuta atravessa, embora tenha criticado o fato de o governo não apresentar soluções em resposta às propostas que, em sua opinião, o PP sim possui.
Assim, ele relembrou o plano de reativação econômica de Ceuta apresentado por Núñez Feijóo e dotado de 650 milhões nos próximos seis anos. “Há questões que todos compartilham e que são reivindicações que deveriam ter sido atendidas, mas não foram”, defendeu o líder do PP, que destacou a preocupação econômica das famílias e das empresas com o impacto da crise em Ceuta e Melilha.
Dito isso, ele criticou o fato de o governo não entrar em contato com o PP nem “querer um plano”, argumentando que, desde a sua formação, o partido está presente em questões relevantes, como a tempestade ou as tarifas impostas pelos Estados Unidos à Espanha.
“Talvez o governo esteja mais preocupado com a imagem”, insistiu Bravo, ao mesmo tempo em que voltou a criticar o fato de o presidente do governo, Pedro Sánchez, estar de “férias” e de ter sido desocupada “uma praia que voltou a ser invadida”.
Nesse contexto, ele questionou os motivos pelos quais os imigrantes que entraram ilegalmente de Marrocos em Ceuta ainda não foram repatriados, contrariando o que afirmam a União Europeia e o próprio país vizinho, ou o que também garantiram os ministros José Manuel Albares e Fernando Grande-Marlaska.
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