Publicado 24/09/2025 05:28

O PP insiste na anulação do contrato com a Huawei e Marlaska defende o fato de que a escuta telefônica judicial é protegida.

O Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, durante uma sessão plenária no Congresso dos Deputados, em 17 de setembro de 2025, em Madri (Espanha). O Presidente do Governo, Pedro Sánchez, responde hoje na sessão de controle do Congresso dos Deputados
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -

O Partido Popular voltou a pedir ao Congresso dos Deputados, nesta quarta-feira, que anule o contrato com a empresa chinesa Huawei e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, reiterou que as interceptações judiciais com o programa Sitel estão protegidas de possíveis interferências.

"Os contratos com a Huawei se limitam exclusivamente ao que seria o estabelecimento, armazenamento ou aluguel de um gabinete sem conexão ou contato, ou seja, não há gerenciamento nem descarte de nenhum dos dados", disse Marlaska em resposta ao deputado do PP Rafael Hernando.

O PP aludiu às dúvidas dos parceiros da UE e da OTAN em relação ao contrato de 12 milhões com a Huawei, mas o ministro do Interior mencionou o cumprimento da legislação e a revisão prévia realizada pelo Centro Criptológico Nacional (CCN), ligado à CNI, que, segundo ele, é "perfeitamente monitorado".

Como fez em 9 de setembro em outra sessão de controle no Senado, Marlaska garantiu que esse contrato data de 2012, quando o PP estava no poder, e que outros países europeus, como Bélgica, Holanda, França e Itália, também têm esse tipo de contrato para o armazenamento de dados confidenciais.

"A segurança em termos de comunicações e interceptação é máxima, é realizada através da Sitel e é gerenciada em todos os momentos sob a tutela dos tribunais espanhóis", continuou Marlaska.

O PP APONTA O DEDO PARA ZAPATERO E PARA AS "ALTAS ESFERAS".

Hernando, por sua vez, questionou as explicações do governo e garantiu que confiar em uma empresa chinesa é "colocar a raposa para cuidar das galinhas". "Ele ainda está determinado a colocar a segurança nacional em risco", lamentou.

O deputado do PP vinculou o contrato da Huawei a interesses nos "altos escalões do governo", citando possíveis conexões com a esposa do Ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, e com ex-líderes socialistas, como José Blanco e o ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, que ele descreveu como "seu principal lobista".

"Agora temos que descobrir quem é o comissário", disse Hernando na sessão de controle no Congresso, advertindo Marlaska de que ele deveria "ter cuidado", pois poderia passar do banco azul do governo para o banco dos réus.

O Ministro do Interior respondeu que está calmo e lembrou que se trata de outro ministro, em referência a Jorge Fernández Díaz (PP), que está enfrentando sérias acusações de corrupção. "Não serei o ministro acusado ou o ministro que usou as forças de segurança para espionar oponentes políticos e desvalorizar os valores democráticos", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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