Publicado 11/08/2026 08:59

O PP informa que Robles comparecerá finalmente na próxima terça-feira no Senado e acusa Albares e Marlaska de “desobediência”

Archivo - Arquivo - A ministra da Defesa, Margarita Robles, durante sua audiência perante a Comissão de Defesa do Senado, em 26 de agosto de 2025, em Madri (Espanha). Durante a audiência, ela informou sobre as medidas adotadas por seu ministério diante da
Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo

MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -

O PP anunciou que a ministra da Defesa, Margarita Robles, comparecerá finalmente na próxima terça-feira, 18 de agosto, ao Senado para prestar contas sobre o trabalho de seu ministério na crise migratória de Ceuta, embora estivesse previsto que ela comparecesse nesta mesma quinta-feira.

Os membros do PP também acusaram os ministros do Interior e das Relações Exteriores, Fernando Grande-Marlaska e José Manuel Albares, de “rebeldia democrática” por se recusarem a comparecer à Câmara Alta para discutir a situação em Ceuta.

Foi o que antecipou o PP, que detém maioria absoluta no Senado, após a polêmica gerada nos últimos dias em decorrência dos pedidos de comparecimento de diversos ministros para discutir a crise de Ceuta.

IRÃO AO CONGRESSO NO FINAL DO MÊS

O Partido Popular havia inicialmente convocado Marlaska para esta quarta-feira, 12 de agosto, e Robles para a quinta-feira, 13 de agosto, enquanto pretendia que Albares comparecesse na próxima segunda-feira, 17 de agosto. No entanto, o Governo recusou-se a que eles comparecessem nessas datas, alegando que já haviam se comprometido a fazê-lo no final de agosto no Congresso.

Diante dessa situação, o presidente do Senado, Pedro Rollán, apresentou uma reclamação por carta ao governo e decidiu manter a convocação oficial das audiências, apesar da recusa dos ministros em comparecer

E nesta terça-feira, o PP anunciou que Robles finalmente comparecerá ao Senado na próxima semana, embora não na data desejada pelos “populares”. “Conforme exigido pelo PP, ele terá que apresentar os detalhes da missão confiada às Forças Armadas no contexto da crise provocada pela onda de 72 mil imigrantes na fronteira de Ceuta”, defendeu o PP.

Segundo os “populares”, Robles enviou uma carta ao presidente do Senado “manifestando sua disposição” de comparecer à Comissão de Defesa, embora o PP tenha acrescentado que “essa é sua obrigação, pois o Governo não pode escolher perante quem prestar contas, nem comparecer quando bem entender”.

Quanto às comparecimentos dos outros dois ministros, o PP sinalizou que continuará trabalhando para que “eles abandonem sua rebeldia democrática, deixem de menosprezar o Senado e cumpram sua responsabilidade, comparecendo às Comissões convocadas de forma extraordinária diante de uma situação de emergência nacional”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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