Publicado 03/05/2025 07:11

O PP forçará uma votação no Congresso para a elaboração de um plano nacional contra a praga dos coelhos.

Archivo - Arquivo - Rabbit in the field
JUNTA DE ANDALUCÍA - Arquivo

Ele alerta para uma situação de "emergência que assola grande parte dos campos na Espanha e que aumenta a cada ano".

MADRID, 3 maio (EUROPA PRESS) -

O PP apresentou uma iniciativa no Congresso com a qual pretende instar o Governo a sentar-se com as comunidades autônomas para implementar uma estratégia nacional contra a "praga" dos coelhos selvagens, que "está causando efeitos muito negativos" no campo ou nas estradas, sendo uma causa de acidentes de trânsito.

Por meio de uma proposta não-legislativa, à qual a Europa Press teve acesso, os 'populares' exigem o "controle da superpopulação de coelhos", acrescentando que "apesar dos esforços das comunidades autônomas, é urgente uma estratégia nacional coordenada".

"Estamos diante de uma emergência, um problema que aflige grande parte dos campos da Espanha e que aumenta a cada ano" em comunidades como Aragão, Castilla-La Mancha, Andaluzia, Castilla y León, Catalunha, Valência, La Rioja, Navarra e Múrcia, que vêm "sofrendo os efeitos" de um "aumento descontrolado que está causando sérios danos", segundo a advertência.

E, embora admitam que o coelho selvagem é "fundamental para a cadeia alimentar da vida selvagem", destacam que "é uma das 100 espécies invasoras mais prejudiciais do mundo" devido à sua maior resistência a doenças, maior voracidade e maior capacidade reprodutiva, o que o levou a se tornar "uma verdadeira praga".

"Ela está afetando a flora e a fauna nativas, causando um grande desequilíbrio ecológico", alertam os deputados do PP, que listam a erosão do solo e os danos às margens das estradas e aos sistemas de irrigação entre os efeitos causados por essa espécie.

PERDAS NA CASA DOS MILHÕES

O dano mais significativo, acrescentam em sua iniciativa não legislativa, afeta a agricultura, que sofre "milhões em danos" a todos os tipos de culturas, especialmente cereais, videiras, oliveiras e amendoeiras, entre outros, embora os agricultores paguem do próprio bolso pela instalação de cercas.

Mas também mencionam danos às ferrovias e estradas, "causando um problema de segurança", pois "podem causar acidentes de trânsito", alertam, além de transmitir doenças como a tularemia ou a "febre do coelho".

O PP pede "medidas eficazes e sustentáveis para reduzir o impacto no campo, garantir a proteção das infraestruturas e dos ecossistemas e, acima de tudo, proteger os agricultores".

Entre elas, pede ao Governo que analise com as comunidades autônomas as áreas com superpopulação de coelhos, os danos que causam e se a Estratégia Nacional de Gestão da Caça aprovada em 2022 está sendo eficaz.

Também se compromete a limpar estradas e leitos de rios onde os coelhos podem se esconder em tocas; ouvir os agricultores, caçadores e conservacionistas e fazer uma solicitação formal à Agroseguro para melhorar a cobertura de seguro para danos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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