Matias Chiofalo - Europa Press
MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O PP apresentou uma proposta no Congresso exigindo que o Governo elabore um plano atualizado contra a violência no esporte, diante do aumento das infrações detectadas nos últimos anos nos estádios de futebol, e uma das medidas propostas é avaliar a eficácia das sanções e, se necessário, torná-las mais severas.
Segundo destaca o Grupo Popular, os dados do Sistema Estatístico de Criminalidade (SEC) sobre atos violentos em eventos esportivos em campos de futebol refletem um aumento “preocupante” dos crimes contra pessoas, o que inclui homicídios dolosos, lesões, brigas em massa e outros, já que o número passou de 498 em 2018 para 806 até setembro de 2025.
Também aumentaram nos estádios os crimes de lesão corporal, de 466 em 2018 para 759 crimes de lesão corporal até setembro de 2025, e os crimes contra a liberdade (ameaças, coações, assédios), que totalizaram 77 em 2018 e 163 até setembro de 2025.
“No total, os crimes contra pessoas e contra a liberdade passaram de 575 em 2018 para 969 em 2025 (setembro), o que representa um aumento de 68,52%”, resume o PP.
E A LEI CONTRA O RACISMO, AINDA NÃO APROVADA
Na iniciativa, divulgada pela Europa Press, o PP lembra que o Governo tem pendente a aprovação da Lei Orgânica contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Conexas de Intolerância, que deveria ser aproveitada para prevenir, combater e reverter esses tipos de violência, inclusive nos estádios esportivos.
Em sua opinião, “a persistência e o aumento de condutas violentas em eventos esportivos traçam um panorama preocupante de insegurança no esporte espanhol e exigem o reforço dos mecanismos de prevenção, coordenação institucional e resposta sancionatória”.
Por isso, o PP começa por exigir ao Governo que, no prazo de seis meses, elabore “um relatório atualizado e detalhado sobre a evolução da violência em eventos esportivos, com desagregação por modalidade esportiva, categoria e âmbito territorial”.
Defende também “avaliar a eficácia do atual regime sancionatório em matéria de violência, racismo, xenofobia e intolerância no esporte, definindo indicadores de impacto e sistemas de revisão e, se for o caso, propor as reformas normativas necessárias”.
MAIS COORDENAÇÃO E CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO
Além disso, exige o reforço dos mecanismos de coordenação entre o Ministério do Interior, o Conselho Superior de Esportes, as Forças e Corpos de Segurança do Estado, o Ministério Público e as Comunidades Autônomas, bem como o impulso de campanhas específicas de sensibilização dirigidas a clubes, federações, famílias e menores, promovendo valores de convivência e tolerância zero contra a violência.
Por fim, defende-se “intensificar os controles de acesso e reforçar os protocolos de prevenção e atuação para garantir a integridade dos torcedores” e “avançar em políticas de investigação esportiva e social sobre a violência no esporte”.
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