Publicado 17/04/2026 09:13

O PP exige que Armengol renuncie à presidência do Congresso por ter “mentido” no “caso das máscaras”

Archivo - Arquivo - A porta-voz do PP no Congresso, Ester Muñoz, durante uma coletiva de imprensa no Congresso dos Deputados, em 17 de março de 2026, em Madri (Espanha).
Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

O PP exigiu nesta sexta-feira que a presidente do Congresso, a socialista Francina Armengol, renuncie ao cargo por ter “mentido” ao Parlamento e ao Supremo Tribunal sobre seu papel no “caso das máscaras” durante seu mandato como presidente das Ilhas Baleares.

Em um vídeo publicado em seu perfil no 'X', divulgado pela Europa Press, a porta-voz do PP na Câmara dos Deputados, Ester Muñoz, faz referência ao último relatório da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil sobre a aquisição de máscaras pelo Governo das Ilhas Baleares que ela presidia.

A UCO considera comprovado que Armengol recorreu em várias ocasiões ao ex-assessor ministerial Koldo García para entrar em contato com o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos, com o objetivo de resolver questões relativas à realização de testes PCR para permitir a circulação de viajantes ou consultá-lo sobre máscaras infantis durante a pandemia.

"ELA CONHECIA KOLDO E TEVE CONVERSAS COM ELE"

Muñoz interpreta que esse relatório "comprova" que Armengol "mentiu" tanto para o Congresso e o Senado quanto para o Supremo Tribunal porque "ela conhecia Koldo (García) e teve conversas com ele (65 mensagens) e várias ligações".

E não só isso, acrescenta que o referido relatório confirma que a presidente da Câmara dos Deputados foi “a porta de entrada indispensável para que a trama de corrupção entrasse nas Ilhas Baleares e pudesse levar tudo para o bolso” durante a pandemia da Covid.

Muñoz sustenta que Armengol “há muito tempo” deveria ter deixado de ser presidente do Congresso, como o PP tem reclamado em diversas ocasiões, mas ressalta que o conteúdo do novo relatório da UCO evidencia que “ela não pode permanecer nem mais um minuto em seu cargo, nem pode continuar sendo a terceira autoridade do Estado”. “Vá embora”, conclui a porta-voz no comentário publicado na referida rede social, que acompanhava a hashtag “#ArmengolDimisión”.

ARMENGOL AFIRMA QUE A UCO LHE DÁ RAZÃO

A própria presidente do Congresso reagiu nesta quinta-feira ao relatório da UCO, ressaltando que seu conteúdo lhe dá razão ao afirmar que “nunca deu instruções” para contratar nenhuma empresa e que não teve relação com a trama supostamente formada pelo ex-ministro José Luis Ábalos, seu assessor Koldo García e o empresário Víctor de Aldama.

Segundo fontes próximas a ela, o relatório demonstra que “Armengol sempre disse a verdade”, já que não só não conhecia Koldo García quando ele se apresentou como assessor do ministro, nem Aldama, como também não deu instruções para contratar nenhuma empresa porque “sempre, sem exceção, as decisões foram tomadas pelos técnicos, não pelos políticos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado