Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
O PP fez uso de sua maioria absoluta no Senado para apresentar suas conclusões na comissão de investigação sobre o apagão elétrico de 28 de abril do ano passado, onde atribuiu a responsabilidade ao governo de Pedro Sánchez; à ex-ministra da Transição Ecológica, Teresa Ribera; à terceira vice-presidente, Sara Aagesen; à presidente da Redeia, Beatriz Corredor, e à Comissão Nacional do Mercado da Concorrência (CNMC).
É o que consta nas conclusões apresentadas pela porta-voz do PP no Senado, Alicia García, nesta quarta-feira em uma coletiva de imprensa, onde exigiu a “demissão imediata” da vice-presidente Sara Aagesen e a “destituição imediata” de Beatriz Corredor.
E é que a investigação do Senado sobre o apagão realizou nesta quarta-feira sua última sessão para encerrar os trabalhos após quase um ano de investigação. Por ela, passaram especialistas e membros das empresas de energia elétrica, além de Aagesen ou Corredor, entre outros.
De qualquer forma, o PP apresentou nesta quarta-feira suas conclusões sobre a investigação parlamentar: “O apagão de 28 de abril não foi uma fatalidade, não foi um acidente imprevisível, não foi um episódio sem sinais de alerta; o apagão foi o resultado de uma vulnerabilidade conhecida, de um sistema que vinha alertando há tempo e de que não agiram com a diligência que a situação exigia”.
ACUSA O GOVERNO DE OCULTAR PROVAS
Da mesma forma, a porta-voz do PP acusou o governo de Pedro Sánchez de “ocultar provas” e buscar “culpados externos” para “encobrir sua responsabilidade”.
“O grande apagão não foi um fato fortuito, não foi uma catástrofe natural inesperada, foi o resultado de uma gestão irresponsável e de políticas negligentes”, acrescentou Alicia García.
Na opinião do PP, o governo “tentou impor uma narrativa à opinião pública”: “A vice-presidente Aagesen defendeu publicamente que se tratava de um fenômeno multifatorial, inédito e imprevisível”.
POR QUE AAGESEN É CULPADA?
A porta-voz do PP considera que Aagesen é culpada pelo apagão “por manter as políticas radicais e sectárias de Ribera”, além de “ficar de braços cruzados diante dos avisos evidentes e constantes de risco” e “por mentir aos espanhóis e tentar ocultar a verdade”.
“Isso tem um nome: gestão negligente”, denunciou Alicia García.
Por sua vez, ela acredita que Beatriz Corredor também é responsável “porque conhecia a vulnerabilidade do sistema” e porque “não adotou medidas preventivas com antecedência suficiente”.
Também porque “reagiu tarde, no próprio dia do colapso, e porque houve opacidade e falta de colaboração”.
Por sua vez, o Vox também divulgou suas propostas de conclusões: “Um modelo que priorizou decisões políticas voltadas para a aceleração da transição energética defendida pelo Governo, sem garantir a segurança nem os mecanismos de apoio necessários para preservar a estabilidade do sistema”.
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