Publicado 30/07/2025 05:02

O PP diz que o procurador-geral não está renunciando porque não é do interesse do governo: "Eles estão pedindo que ele fique".

A porta-voz do PP no Congresso, Ester Muñoz, durante uma sessão plenária extraordinária, no Congresso dos Deputados, em 22 de julho de 2025, em Madri (Espanha). Na terça-feira, 22 de julho, o Congresso encerrará o ano parlamentar com um debate em uma sess
Ananda Manjón - Europa Press

MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -

O PP assegurou que o procurador-geral do Estado, Álvaro García Ortiz, não está renunciando porque "o governo está pedindo que ele fique", pois "ele é outro pilar" na defesa do presidente do Executivo, Pedro Sánchez, "diante de todos os casos de corrupção que o afligem".

Foi o que afirmou a porta-voz dos "populares" no Congresso, Ester Muñoz, em uma entrevista na estação de rádio COPE, captada pela Europa Press, na qual ela previu que, se o procurador-geral for condenado, "a história do governo" será que "há uma guerra judicial" e que "a esquerda está sendo perseguida".

"Tenho a impressão de que é o governo que está pedindo que ele fique, porque ele é outra ponte, outro pilar na defesa numantina de Pedro Sánchez de todos os casos de corrupção que o afligem", afirmou Muñoz, quando perguntada se García Ortiz deveria deixar seu cargo.

Em sua opinião, "um promotor que tem de processar crimes e está sendo investigado por supostamente tê-los cometido" não está cumprindo "bem" suas funções e deve deixar o cargo. Se ele continuasse no cargo, "teria que ser o governo espanhol a demiti-lo".

Por considerar que o Executivo não o demitirá, ele antecipou que "quando condenarem o procurador-geral", a história do governo será a de que "há uma guerra judicial" e que eles são "perseguidos por serem de esquerda". "Se já estão colocando o curativo antes da ferida, infelizmente", lamentou.

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