Publicado 23/02/2026 16:19

O PP define suas diretrizes para chegar a um acordo com o Vox: proporcionalidade, coerência programática e aprovação do orçamento.

Feijóo no Comitê Diretor do PP
DAVID MUDARRA - PP

MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) - O PP definiu nesta segunda-feira as linhas básicas que devem reger seus acordos com o Vox para garantir a estabilidade institucional. Assim, defende que qualquer acordo deve basear-se no “princípio da coerência programática”, no respeito pela “proporcionalidade” resultante das urnas e no compromisso de “aprovação de quatro orçamentos”, entre outras questões. É o que consta do “Documento-quadro para ordenar os acordos e dar governos estáveis à Espanha autonômica” — ao qual a Europa Press teve acesso — promovido pelo líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, para “orientar as negociações com outros partidos quando a aritmética resultante das urnas assim o justificar”, como aconteceu nas eleições da Extremadura em 21 de dezembro passado ou nas eleições de Aragão em 8 de fevereiro.

Este documento foi divulgado poucas horas depois de a vice-secretária de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, ter avançado que a direção nacional do partido se envolverá nas negociações com o Vox na Extremadura e em Aragão para “facilitar os acordos” e evitar uma “repetição eleitoral”. Segundo ela, “decepcionar o mandato do povo é uma irresponsabilidade” que só beneficiaria o PSOE e Pedro Sánchez. MARCO DE NEGOCIAÇÃO “ÚNICO, VINCULATIVO” E PARA TODA A ESPANHA

No texto, o PP aposta em “um sistema de diálogo e consenso que rompa com a dinâmica de chantagem política e privilégios injustificáveis”. Além disso, acrescenta que são uma formação de “vocação nacional” e, como tal, se apresentam aos espanhóis com um projeto que respeita a diversidade, mas que reconhece “na Nação um projeto comum”.

“Consequentemente, estabelecemos o seguinte quadro de negociação de pactos: único, vinculativo e aplicável em toda a Espanha, com o objetivo de garantir a governabilidade com coerência, proporcionalidade e estabilidade”, afirma o PP.

No seu decálogo, os “populares” sustentam que qualquer acordo deve basear-se no “princípio da coerência programática”, de modo que podem aceitar “ampliar as ofertas com as quais concorreram às eleições, mas não contradizê-las”. Além disso, salientam que a partilha do poder, “tanto no âmbito legislativo como no executivo, deve respeitar a proporcionalidade que os cidadãos estabelecem nas urnas”.

Da mesma forma, o PP sublinha que os acordos devem garantir a estabilidade institucional porque “nenhum governo pode ser útil aos cidadãos em permanente incerteza”. “A boa vontade deve concretizar-se tanto no compromisso de aprovação de quatro orçamentos como no estabelecimento de um método de acompanhamento que garanta o cumprimento do pacto”, conclui o documento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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