Publicado 30/01/2026 06:42

O PP critica a "falta de coragem" de Sánchez por não comparecer ao funeral e Puente, por ser arrogante: ele se revelou no Twitter.

A vice-secretária de Regeneração do Partido Popular, Cuca Gamarra, da IV Escola Gregorio Ordóñez, no hotel Costa Vasca, em 24 de janeiro de 2026, em San Sebastián, Guipúzcoa, País Basco (Espanha). A Escola foi organizada pela Nuevas Generaciones.
Unanue - Europa Press

Os “populares” reiteram “a falta de respeito” do ministro dos Transportes para com as vítimas, considerando-o “insensível e incompetente” MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) -

A vice-secretária de Regeneração Institucional, Cuca Gamarra, acusou o presidente do Governo, Pedro Sánchez, de “não estar à altura de governar este país” por não ter tido a “coragem” de comparecer ao funeral em memória das 45 vítimas do acidente ferroviário em Adamuz, e criticou o ministro dos Transportes, Óscar Puente, a quem definiu como uma pessoa “insensível”, “arrogante” e “incompetente”, exigindo novamente a sua demissão.

Da mesma forma, a vice-secretária de Coordenação Setorial do PP, Alma Ezcurra, acusou Puente de “desrespeitar as vítimas” em sua comparecimento no Senado “ao dizer que fez tudo certo”. “Ele mostrou ser a ‘besta do Twitter’ que realmente é”, sentenciou a popular.

Nesse contexto, Gamarra considerou em uma entrevista à Telecinco, divulgada pela Europa Press, que a ausência do chefe do Executivo no funeral, realizado nesta quinta-feira em Huelva, é uma demonstração “da grande fratura social pela qual o presidente do Governo é responsável”.

“Temos um grande problema quando, diante de um funeral em memória de 45 espanhóis que perderam a vida em um acidente ferroviário que ainda exige muitas explicações e muitas responsabilidades, o presidente do Governo nem vai nem quer ir, nem querem que ele vá”, afirmou, acrescentando que Sánchez “carece da sensibilidade e da coragem necessárias para estar à frente deste país”.

Na opinião da líder popular, essa ausência evidencia que o presidente “não pode continuar sendo presidente do Governo” porque “não está à altura da Espanha”. Diante disso, ela defendeu que o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, “soube estar no seu lugar em todos os momentos” e insistiu que “mudar as coisas passa por mudar o Governo”.

AUSÊNCIA DO VOX NO FUNERAL DE HUELVA: ERROU Da mesma forma, Gamarra também se referiu à ausência do Vox no funeral, considerando que “ontem foi um dia exclusivamente para estar com as famílias”. “Acho que o Vox errou, porque era um dia para acompanhar aqueles que perderam o que tinham de mais precioso e aqueles que ainda lutam pela vida”, afirmou. Por outro lado, a líder do PP reiterou que o ministro dos Transportes, Óscar Puente, deveria demitir-se “imediatamente” após a sua comparência no Senado nesta quinta-feira. “Sabíamos que ele era incompetente e mentiroso, mas ontem acrescentamos a isso a insensibilidade e a arrogância”, afirmou, acusando-o de ser responsável por um “abandono contínuo” da rede ferroviária e de ter mentido sobre as causas do acidente.

Segundo Gamarra, o ministro “não é capaz de tranquilizar os espanhóis” nem de garantir que o que aconteceu está sendo investigado com transparência e responsabilidade. “Passamos de uma rede ferroviária que era a inveja da Europa para uma em que os espanhóis duvidam em confiar”, denunciou.

ÓSCAR PUENTE, “BESTA DO TWITTER” Na mesma linha, Ezcurra questionou, em entrevista à RNE, divulgada pela Europa Press, se o ministro dos Transportes pode “olhar nos olhos das vítimas” depois de não ter comparecido ao funeral em Huelva. “Ontem, ele não as acompanhou. Nem ele nem nenhum membro do Governo fez qualquer gesto", criticou, denunciando que Puente "não está a dar a cara" num momento de extrema gravidade. Ezcurra também criticou a comparência do ministro na Câmara Alta, que se prolongou por sete horas, e acusou Puente de "desrespeitar as vítimas". “Em uma comparecência tão longa, acaba caindo a máscara de gestor sacrificado e surge a ‘besta do Twitter’ que ele demonstrou ser, insultando a dor e a dignidade das vítimas ao dizer que fez tudo muito bem”, afirmou.

Em sua opinião, a gestão do Ministério que dirige está sob uma “enorme desconfiança” devido às contradições sobre o estado das vias, a manutenção da rede e a redução das velocidades, uma situação que, sublinhou, “exige responsabilidades políticas”. ACIDENTE DE ANGROIS: “CIRCUNSTÂNCIAS DIFERENTES”

Perante as comparações com o acidente de Angrois, quando o PP não pediu a demissão da então ministra Ana Pastor, Gamarra defendeu que “as circunstâncias são absolutamente diferentes” e lembrou que aquele acidente teve uma sentença judicial que atribuiu a causa ao excesso de velocidade, enquanto que no caso atual se trata, na sua opinião, de “uma falta de manutenção prolongada no tempo”.

“Estamos falando de um governo que está no poder há quase oito anos e que abandonou nossas infraestruturas”, afirmou, acrescentando que também existem “graves casos de corrupção ligados ao Ministério do Desenvolvimento”.

Nesse sentido, Ezcurra insistiu que o acidente de Angrois foi causado por “uma falha humana”, ao contrário da “falha na infraestrutura” de Adamuz. “É competência direta do governo, portanto, é o Executivo que tem que responder”, reiterou.

Por fim, Gamarra insistiu que as advertências dos profissionais ferroviários foram “ignoradas” e que a redução da velocidade em alguns trechos demonstra a existência de deficiências. “Isso exige responsabilidades políticas, e o máximo responsável é Óscar Puente”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado