Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID, 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O Partido Popular criticou nesta quarta-feira a "diviso" e a "absoluta falta de coordenao" dentro do governo de coalizo de Pedro Sánchez em relao aos gastos com defesa, especialmente quando, em sua opinio, "é hora" de a UE se rearmar diante da atual situao de segurana e da Ucrnia.
Essa foi a opinio expressa em entrevistas aos programas 'Telecinco' e 'Cuatro' pelo secretário-geral do PP, Cuca Gamarra, e pelo vice-secretário de Coordenao Autnoma e Local do partido, Elías Bendodo, dois dias antes da rodada de contatos anunciada pelo chefe do Executivo com os grupos parlamentares sobre a Ucrnia e os gastos com defesa.
Gamarra insistiu na necessidade de conhecer a posio do próprio governo sobre o aumento do oramento militar, a defesa e a segurana das fronteiras europeias, já que, segundo ela, os membros do Executivo no tm uma posio comum sobre esse assunto.
GAMARRA CRITICA SÁNCHEZ POR AINDA NO TER COMPARECIDO AO CONGRESSO
"Especialmente diante desse panorama de absoluta falta de coordenao e diviso interna dentro do próprio governo, o que nos preocupa enormemente", disse a "número dois" do PP, que criticou o fato de Sánchez ainda no ter comparecido ao Congresso para explicar qual é sua abordagem, o que pretende fazer e como pretende lidar com isso.
Quando perguntado se o PP votaria a favor do aumento dos gastos com a defesa, Gamarra destacou que "a primeira coisa que precisamos saber é a posio do governo espanhol", porque "a agenda de hoje inclui uma reunio dentro do próprio governo para ver se eles podem concordar com as medidas", em referncia reunio entre Pedro Sánchez e sua vice-presidente, Yolanda Díaz.
Sobre esse ponto, ele insistiu que o PP precisa primeiro saber qual é a posio do próprio governo como um todo, porque até agora o que se sabe é que ele no tem "uma única posio e, o que é pior, até mesmo uma parte do governo diz que está disposta a se manifestar em relao a esse aumento".
BENDODO CRITICA O FATO DE OS MINISTROS ESTAREM INDO A BRUXELAS "PARA BRIGAR".
Da mesma forma, o vice-secretário de Coordenao Autnoma e Local do PP, Elías Bendodo, criticou essa diviso de opinies dentro do governo de coalizo e o fato de os ministros irem a Bruxelas para "brigar", em referncia troca de acusaes entre Yolanda Díaz e o ministro da Economia, Carlos Cuerpo.
"Eles esto indo a Bruxelas para brigar. Essa é uma imagem lamentável da Espanha, ou seja, a vice-presidente do governo e o ministro da Economia, que no é o primeiro confronto que eles tm", disse Bendodo em uma entrevista ao programa 'Cuatro', que foi captada pela Europa Press.
Ele também destacou o fato de que hoje "foi convocada uma cúpula entre o governo e o governo", pois, segundo ele, a reunio entre Sánchez e Díaz mostra que o Executivo "vai se reunir consigo mesmo para tentar chegar a um acordo dentro do governo".
"A instabilidade é to óbvia, a instabilidade é to forte, que, evidentemente, diante de desafios to complicados, no apenas para a Espanha, mas para a Unio Europeia, ter um governo fraco neste momento nos prejudica muito, no apenas como país, mas também em termos de nosso prestígio internacional", enfatizou.
Quando perguntado se acredita que agora é o momento de se rearmar, Bendodo respondeu afirmativamente e acrescentou que o momento geopolítico obriga a UE a "mostrar uma posio uniforme, firme e consensual com todos os Estados membros". "Acredito que sim. Acredito que este é o momento", disse ele.
"NO PARA NORMALIZAR ANOMALIAS".
Da mesma forma, Bendodo pediu para "no normalizar as anomalias", já que, segundo ele, "uma anomalia" é estar em maro e que "no há Oramentos Gerais do Estado", o que leva a governar por decreto. "Em um país normal, se o seu governo se divide em dois, so convocadas eleies", proclamou, para garantir que o governo deve buscar apoio para aprovar os gastos militares com seus parceiros.
O líder do PP destacou que a primeira coisa a saber é se o Conselho de Ministros aprovará o acordo de gastos militares por unanimidade e exigiu um documento com informaes para que Alberto Núñez Feijóo possa participar da reunio de quinta-feira com uma análise do que está sendo proposto.
Por fim, Bendodo lembrou que, durante o debate de investidura, o presidente do PP já havia dito a Pedro Sánchez que "quando seus parceiros o deixarem sem saída, ele no deve procurar" o Partido Popular.
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