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MADRID, 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O PP convocou para a próxima semana, no Senado, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e a ministra da Defesa, Margarita Robles, para que prestem esclarecimentos sobre a crise migratória em Ceuta, após a entrada irregular de mais de 70 mil pessoas vindas do Marrocos.
Além disso, os “populares” convocaram o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, para segunda-feira, 17 de agosto, e solicitaram a comparecimento do titular da Presidência, Justiça e Relações com os Poderes Legislativos, Félix Bolaños, na Comissão Mista de Segurança Nacional, embora esse órgão seja compartilhado com o Congresso.
Tudo isso ocorre no momento em que o Governo já solicitou que Robles, Marlaska, Bolaños e Albares comparecem no final de agosto no Congresso para tratar da crise migratória de Ceuta.
O principal partido da oposição, que detém maioria absoluta no Senado, busca acelerar a exigência de explicações e de responsabilidades políticas pela gestão do governo durante a crise migratória registrada no final de julho e pela atuação dos diversos órgãos envolvidos.
MARLASKA E ROBLES, POR CAUSA DOS ALERTAS DO CNI
Mais especificamente, a primeira audiência marcada é a do ministro do Interior, convocada para a próxima quarta-feira, 12 de agosto. Um dia depois, na quinta-feira, 13, comparecerá a ministra da Defesa, enquanto na segunda-feira, 17, será a vez do ministro das Relações Exteriores.
Segundo fontes do Partido Popular, Marlaska e Robles deverão explicar por que seus ministérios “permitiram” a entrada irregular de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta, apesar de, segundo o Partido Popular, o Centro Nacional de Inteligência (CNI) já havia alertado nos dias anteriores sobre o risco de uma “avalanche” migratória.
Além disso, o PP considera que ambos os ministros devem prestar esclarecimentos após as divergências públicas mantidas nos últimos dias sobre a gestão da crise e os alertas recebidos antes da entrada em massa de migrantes.
ALBARES, POR CAUSA DAS RELAÇÕES COM MARROCOS
No caso do ministro das Relações Exteriores, o Partido Popular quer que ele preste contas sobre sua decisão de convocar o embaixador da Itália para consultas, depois que aquele país sugeriu fechar o espaço Schengen com a Espanha em decorrência da crise em Ceuta, bem como sobre a cooperação mantida com Marrocos durante esses acontecimentos.
O PP também solicitou a comparecimento de Bolaños na Comissão Mista de Segurança Nacional para que ele explique a demissão de uma funcionária da Segurança Nacional — órgão subordinado ao seu departamento — após ela ter divulgado no site oficial informações sobre a entrada irregular de milhares de pessoas em Ceuta.
E SÁNCHEZ?
Os “populares” sustentam que a situação vivida na cidade autônoma representou “um risco para a soberania nacional e a integridade territorial” e consideram que o Governo deve oferecer explicações “imediatas” no Parlamento, em vez de esperar até o final de agosto. “Não vamos permitir que o governo de Sánchez se dê ao luxo de continuar minando a Espanha”, afirmaram.
Além disso, lembram que, desde 31 de julho, vêm exigindo a comparecimento do presidente do Governo, Pedro Sánchez, no Congresso para prestar informações sobre a gestão da crise migratória, um pedido que, segundo denunciam, o Executivo não atendeu.
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