Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz do Grupo Popular no Congresso, Ester Muñoz, considera “inconcebível” que a socialista Francina Armengol continue como presidente do Congresso depois de que, em sua opinião, tenha ficado comprovado que ela “mentiu” ao Supremo Tribunal ao depor no caso das máscaras e de que o Tribunal Constitucional tenha questionado o “modus operandi” da Mesa que ela preside, de manter bloqueada a tramitação de iniciativas legislativas.
“Mentir descaradamente aos tribunais, à imprensa e ao Parlamento é motivo suficiente para que a terceira autoridade do Estado renuncie ao seu cargo”, sublinhou Muñoz, denunciando que os socialistas não assumem “nenhuma responsabilidade” pelos casos de corrupção.
Em declarações na Câmara dos Deputados, a líder do Partido Popular acusou Armengol de mentir no Senado e também no Supremo por negar que conhecesse Koldo García, ex-assessor do ex-ministro José Luis Ábalos, com quem ela está sendo julgada no caso das máscaras.
E que, em sua opinião, a Unidade Central Operativa (UCO) "comprovou" que, durante seu mandato como presidente das Ilhas Baleares, Armengol "conhecia Koldo" e foi "a porta de entrada da trama" naquela comunidade. "Sem ela, provavelmente não teriam sido celebrados todos os contratos milionários que foram feitos", acrescentou.
E também vê motivo para renúncia o fato de o Tribunal Constitucional ter dado razão ao PP em seu recurso contra a decisão da Mesa do Congresso da legislatura anterior de bloquear, por meio da constante prorrogação dos prazos para emendas, a tramitação de um projeto de lei decorrente de um decreto-lei.
“A Mesa atual tem o mesmo ‘modus operandi’ e prorroga constantemente as iniciativas por medo de que sejam aprovadas”, reclamou a porta-voz do PP.
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