Publicado 26/04/2026 09:10

O PP cobra explicações do governo por recorrer à Tragsa diante do "colapso" da regularização: "Isso vai ser um ralo"

Gamarra afirma que a análise dos processos de regularização de migrantes não é da competência de uma empresa pública, mas sim dos funcionários públicos

Archivo - Arquivo - A secretária-geral do PP, Cuca Gamarra, o presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, e o vice-secretário-geral de Política Autonômica e Municipal e Análise Eleitoral do PP, Elías Bendodo, presidem a reunião do Comitê Executivo Nacional,
Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo

MADRID, 26 abr. (EUROPA PRESS) -

O PP solicitou explicações ao governo de Pedro Sánchez por utilizar a empresa pública Tragsa para gerenciar a regularização “em massa” de imigrantes quando, em sua opinião, esse processo é de competência dos funcionários públicos. Em sua opinião, o Executivo deveria “reforçar de forma estável o quadro de funcionários” em vez de recorrer à terceirização de funções por meio dessa entidade.

“O governo colapsou a Administração ao aprovar este decreto de regularização sem fornecer os meios e recursos suficientes para lidar com mais de um milhão de pedidos que se prevê que possam surgir. Eles geraram um colapso e, por meio desse colapso, vão provocar uma brecha”, declarou à Europa Press a vice-secretária de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra.

A dirigente do PP destacou que “recorrer à Tragsa” é a “última improvisação tirada da cartola” pelo governo de Sánchez e ressaltou que “não é legal” porque “não tem competência para fazê-lo”.

"Os próprios funcionários, os sindicatos, o Conselho de Estado e as Forças e Corpos de Segurança estão denunciando isso: essa revisão de processos deve recair sobre aqueles que detêm autoridade pública, sobre os funcionários. Não cabe à Tragsa”, afirmou Gamarra.

“UM CRIVIM DE DELITOS”

A vice-secretária do PP insistiu que essa regularização de migrantes “será um crivo de delitos”, pois o governo “colapsou a Administração ao aprovar esse decreto sem fornecer os meios e recursos suficientes”

“Infelizmente, o governo voltou a demonstrar que sua única política se baseia na improvisação e na falta de escuta, e que sua única resposta é a vitimização para tentar culpar os outros por sua incompetência”, afirmou.

Os “populares” denunciaram que o governo, em vez de reforçar os quadros de pessoal, que atualmente se encontram “reduzidos”, optou por um “plano de choque” baseado na realização de horas extras, na ampliação dos horários de atendimento por parte dos funcionários públicos e na terceirização de funções por meio de entidades públicas como a Tragsa, “transferindo a pressão para serviços públicos já sobrecarregados”.

DENUNCIA O VETO À EMENDA DO PP QUE SOLICITAVA O REFORÇO DOS QUADROS DE FUNCIONÁRIOS

Nesse ponto, o PP denunciou o veto do Governo à sua emenda aprovada pelo Senado na Lei de Multirreincidência, que visava reforçar os quadros de funcionários para fazer face a essa regularização.

Segundo o PP, o Executivo vetou a emenda alegando que a exigência de um certificado de antecedentes criminais para obter eventuais autorizações de permanência e trabalho de caráter temporário implicaria a necessidade de incorporar aproximadamente 400 novos funcionários nas brigadas provinciais de imigração, “com um custo estimado em cerca de 17 milhões de euros”.

Por isso, instou o Governo a explicar como justifica o veto a essa emenda parlamentar “ao mesmo tempo em que nega que o processo de regularização em massa, que afeta potencialmente mais de um milhão de pessoas, tenha qualquer impacto orçamentário”. Em sua opinião, sua atuação “evidencia uma contradição dificilmente justificável”.

SÉRIE DE PERGUNTAS NO CONGRESSO: CUSTO TOTAL DO PLANO DE CHOQUE

O Grupo Popular apresentou uma série de perguntas no Congresso — assinadas por Gamarra e pelas porta-vozes de Justiça e Interior na Câmara dos Deputados, María Jesús Moro e Ana Vázquez, entre outras — nas quais insta o Executivo a esclarecer que planejamento de recursos humanos foi realizado para dimensionar esse processo e quantos efetivos adicionais de caráter estrutural prevê incorporar nas brigadas de imigração e no conjunto de serviços afetados.

Além disso, o PP solicita saber qual é o custo total do plano de emergência baseado em horas extras, ampliação da jornada de trabalho, reforços temporários e terceirizações, e como ele se compara ao custo que teria sido incorrido por um planejamento estrutural de pessoal.

Também questiona qual é a justificativa apresentada pelo Governo para recorrer à terceirização de funções por meio de entidades como o Grupo Tragsa, em vez de reforçar de forma estável os quadros de pessoal.

O PP insta, finalmente, o Executivo a esclarecer que avaliação realizou sobre o impacto desse processo na carga de trabalho e na qualidade do serviço nas unidades afetadas, e quais medidas pretende adotar para “evitar o colapso operacional alertado pelos sindicatos”.

“O Governo dispõe de um relatório de impacto sobre a capacidade operacional das delegacias da Polícia Nacional para evitar o colapso das unidades de estrangeiros e documentação diante do aumento da carga de trabalho decorrente do processo de regularização extraordinária?”, é outra das perguntas formuladas pelo PP no Congresso, às quais a Europa Press teve acesso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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