Gabriela Sardá Núñez - Europa Press
MADRID 18 set. (EUROPA PRESS) -
O PP classificou como “caos absoluto” a transferência de imigrantes para o Porto de Ceuta e exigiu a renúncia do governo depois que as Forças e Órgãos de Segurança do Estado se viram obrigadas a intervir contra eles, após tentarem chegar em massa ao novo local.
“Repatriação imediata. Renúncia do governo”, escreveu o secretário-geral do PP, Miguel Tellado, em uma mensagem no ‘X’, à qual anexou imagens dos momentos de tensão vividos na cidade autônoma durante a transferência dos imigrantes.
A porta-voz parlamentar no Congresso, Ester Muñoz, também ironizou sobre a “normalidade” em Ceuta, repreendendo o presidente Pedro Sánchez por sua gestão da “invasão”. “Percebe-se a ‘insegurança subjetiva’”, comentou ela, em referência às palavras do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
Para Muñoz, o Executivo mais uma vez deixou “a polícia nacional, a Guarda Civil e os militares à mercê dos acontecimentos”, enquanto Ceuta fica “abandonada à própria sorte”. “Nunca vamos perdoar isso”, advertiu ela a Sánchez.
Em entrevista ao canal “La 7”, divulgada pela Europa Press, a vice-secretária de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, também classificou como “caos absoluto” o transferência dos imigrantes para o porto. “É a imagem da negligência e da ineficácia do Governo da Espanha”, criticou.
Gamarra também lembrou que, enquanto isso, há 80 mil espanhóis que “não têm direitos”, especialmente mulheres e crianças, nem podem “circular com segurança ou tranquilidade”. “Isso é uma anomalia absoluta. É algo que nós, espanhóis, não temos por que viver nem tolerar”, concluiu.
O transporte de boa parte dos migrantes que permanecem nos acampamentos das praias de Trampolín e Benítez teve início logo cedo nesta sexta-feira. As forças de segurança começaram acompanhando uma multidão até o centro de acolhimento do Porto, onde cabem apenas 1.800 pessoas, embora se estime que, entre as duas praias, haja mais de 4.000.
Por esse motivo, ocorreram momentos de tensão, já que alguns migrantes começaram a correr e foi necessário o reforço da Polícia Nacional, cuja intervenção conseguiu contê-los inicialmente. No entanto, voltaram a ocorrer cenas de tensão devido às tentativas sucessivas dos migrantes de chegar em massa ao porto de Ceuta para conseguir uma das vagas, o que os levou a correr de forma descontrolada.
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