Publicado 22/10/2025 06:07

O PP aprova no Senado o procedimento para levar o governo ao Tribunal Constitucional por não apresentar o PGE (Orçamento Geral)

O Presidente do Senado, Pedro Rollán, durante uma sessão plenária, no Senado, em 22 de outubro de 2025, em Madri (Espanha). O plenário debate a proposta do Grupo Popular de levantar um conflito de poderes com o governo por não ter apresentado um relatório
Carlos Luján - Europa Press

MADRID 22 out. (EUROPA PRESS) -

O PP fez uso de sua maioria absoluta no Senado para apresentar nesta quarta-feira um conflito de poderes com o Governo, que poderia acabar no Tribunal Constitucional (TC), para forçar o Ministério das Finanças a apresentar o Projeto de Lei do Orçamento Geral do Estado (PGE) de 2026 às Cortes.

Isso foi feito depois de um debate acirrado, com vários pedidos de ordem do presidente do Senado, Pedro Rollán, aos senadores socialistas para que se atenham à ordem da questão, bem como censuras cruzadas entre o PP e o PSOE por causa das controvérsias judiciais do governo ou da falta de orçamentos em comunidades "populares".

Em todo caso, o PP ativou o procedimento para que a Câmara Alta levante um novo conflito de poderes perante o Tribunal Constitucional sobre o orçamento do próximo ano. Dessa forma, o Senado o adotou como seu e ele será enviado ao Governo.

O Executivo tem um mês para responder a partir do momento em que receber o conflito de poderes, embora também tenha a possibilidade de não responder e considerá-lo fundamentado. Nesse caso, ou se a resposta for negativa, o Senado decidirá se encaminhará a questão ao Tribunal Constitucional ou se não a levará adiante.

É UMA "OBRIGAÇÃO" DA CONSTITUIÇÃO

No texto do conflito de poderes, o PP acredita que o Senado "não deve admitir nem tolerar o descumprimento" da obrigação que a Constituição impõe ao Governo, "que tem o dever constitucional de orçar".

Da mesma forma, os 'populares' advertem que não podem "admitir" a "prática fraudulenta" de modificar o orçamento "fora do Parlamento" como consequência da falta de um orçamento, porque a consideram "contrária ao princípio da legalidade orçamentária".

"A situação atual, que se reproduzirá em 2026, de manter o Orçamento de 2023 prorrogado, só é comparável à situação ocorrida em 2020, quando o Orçamento de 2018 foi mantido prorrogado, pois o Governo, devido à crise causada pela pandemia da COVID-19, decidiu não apresentar o Projeto de Lei do Orçamento Geral para aquele ano", afirma o PP.

Nesse sentido, acredita que atualmente "não há justificativa possível" para não apresentar os Orçamentos, "exceto a de não ter conseguido chegar a um acordo com as forças parlamentares com peso suficiente para garantir sua aprovação".

"E é claro que motivos políticos não podem ser usados para justificar o fracasso do governo em cumprir suas obrigações constitucionais, impedindo as Cortes Gerais e, especificamente, o Senado, de exercer sua função orçamentária", afirma o texto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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