Publicado 20/03/2026 08:50

O PP analisará "uma a uma" as medidas do decreto anticrise e afirma que é preciso "salvar" os espanhóis, não o governo

A vice-secretária de Regeneração do Partido Popular, Cuca Gamarra, durante a apresentação do livro “Alexis de Tocqueville. Um liberal único”, do professor Eduardo Nolla, no Senado, em 19 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha). A Fundação FAES organizou
Alberto Ortega - Europa Press

MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -

A vice-secretária de Regeneração Institucional do Partido Popular, Cuca Gamarra, garantiu que seu partido analisará “uma a uma” as medidas que serão aprovadas pelo Conselho de Ministros extraordinário devido à guerra no Irã, lembrando que o PP não vai “salvar” o Executivo, ao mesmo tempo em que defendeu que quem precisa ser “resgatado” são os espanhóis e não o Governo.

Foi o que declarou Gamarra ao chegar ao café da manhã-coloquio da Cátedra Comillas com o ex-vice-presidente da Comissão Europeia Margaritis Schinás, em Madri, depois que o Governo antecipou algumas medidas de seu plano para amenizar o impacto econômico da guerra, entre as quais cogita incluir a redução do IVA dos combustíveis de 21% para 10%, conforme confirmado à Europa Press por fontes bem informadas.

O Executivo, que neste momento continua a definir os detalhes das medidas que serão aprovadas nesta sexta-feira em um Conselho de Ministros extraordinário, prevê ainda introduzir neste plano reduções fiscais na eletricidade, melhorias no bônus social de energia elétrica e garantias no abastecimento energético, segundo as mesmas fontes.

A dirigente do PP criticou a demora do Executivo em aprovar um plano diante das consequências de uma guerra que “já há dias e semanas vem afetando o bolso dos espanhóis”. “Enquanto isso, o Governo está arrecadando. O que falta aqui é resgatar os espanhóis da situação que estão vivendo, e não o Governo”, afirmou.

Questionada sobre a posição do PP em relação às medidas que incluem os descontos fiscais que reivindicavam, Gamarra pediu para esperar: “Vamos analisar uma a uma e, quando virmos tudo o que diz esse decreto real, já faremos nossa avaliação”. Assim, ela lembrou o aviso do líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, na sessão de controle a Pedro Sánchez no Congresso. “Que não utilizem, como sempre fazem, um decreto real para tentar salvar o governo”, advertiu.

Também repreendeu o Executivo de Sánchez por “zombar” dos espanhóis com sua justificativa para adiar a apresentação do orçamento geral do Estado devido à guerra no Irã. “Sem orçamento nem maioria parlamentar não se pode governar. Sánchez só sabe resistir, e resiste por causa da corrupção que o rodeia. Mas quem tem de resistir é a sociedade espanhola, não ele, e aí está o problema”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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