Fernando Sánchez - Europa Press
MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz do Grupo Popular no Congresso, Ester Muñoz, afirmou nesta terça-feira que a votação da moção do PP solicitando eleições — à qual o Junts apresentou uma emenda no mesmo sentido — é uma “questão de confiança de fato” para o chefe do Executivo, Pedro Sánchez. De fato, ela afirmou que, caso perca essa votação, ele terá que convocar eleições gerais.
Especificamente, o PP apresentou uma emenda à sua própria moção — consequência da interpelacão que fez ao vice-presidente Carlos Cuerpo há uma semana — na qual inclui a exigência ao presidente do Governo para que dissolva as Cortes e convoque já eleições gerais.
Também o grupo parlamentar de Junts apresentou outra emenda para forçar uma votação no Plenário do Congresso, na qual exige que Pedro Sánchez dissolva o Parlamento e convoque eleições gerais.
AFIRMA QUE O PP NÃO DISCUTIU ISSO COM O JUNTS E QUE É "COINCIDÊNCIA"
Em uma coletiva de imprensa no Congresso, após a reunião da Junts de Porta-vozes, Muñoz destacou que “em qualquer um dos dois casos, será votada esta semana uma questão de confiança”. “Na verdade, é isso que vamos votar”, enfatizou.
Nesse sentido, a dirigente do PP — que garantiu não ter conversado com o Junts e que foi “coincidência” terem apresentado uma emenda semelhante — destacou que esta “não será uma votação qualquer”. “Se Pedro Sánchez perder essa votação, terá que convocar eleições gerais”, enfatizou.
Em ‘Génova’, consideram “importante” esse anúncio feito pelo Junts de emendar a moção do Partido Popular para solicitar a dissolução das Cortes Gerais. Em sua opinião, se a moção for aprovada com essa modificação, “seria o mesmo que a Câmara dizer ao presidente do Governo que ele já não conta com a confiança pela qual foi investido” e “continuar seria fazê-lo contra o critério do Congresso”, indicaram fontes da cúpula do PP.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático