Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -
O PP defendeu que há “muitas provas” que corroboram o depoimento do suposto intermediário do esquema das máscaras, o empresário Víctor de Aldama, apontando o presidente Pedro Sánchez como o principal responsável por uma estrutura corrupta, e acrescentou que, em outro país, todo o governo já teria caído.
Nos corredores do Congresso, a porta-voz parlamentar do Grupo Popular, Ester Muñoz, destacou que o que Aldama fez nesta quinta-feira em seu depoimento perante o Supremo Tribunal foi explicar “tudo o que viveu e como funcionava por dentro a organização criminosa”, enquanto falava diretamente com o ex-ministro José Luis Ábalos e seu ex-assessor Koldo García e observava como ambos se relacionavam com Sánchez.
Nesse ponto, ela fez suas as palavras do presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, ao apontar que, se o PSOE ou o presidente do Governo acreditam que o que Aldama disse é mentira, “o que eles têm que fazer é entrar com uma ação judicial” contra acusações que são “extremamente graves”, pois evidenciam que “a organização criminosa estava inserida no seio do Governo”.
POR QUE NÃO O LEVAM AOS TRIBUNAIS?
No entanto, a dirigente do PP constatou que, até o momento, nem Sánchez “nem todos aqueles ministros que disseram que iriam entrar com ações judiciais pelas coisas que Aldama dizia” deram o passo de levá-lo aos tribunais.
Muñoz sustenta que não apenas o depoimento de Aldama confirma a existência de “uma organização criminosa”, mas que a Guarda Civil também relatou esta semana em tribunal como ela funcionava.
Embora devam ser os juízes a decidir sobre a veracidade das “coisas que Aldama diz”, a porta-voz do PP acredita que é “evidente” que haveria “uma organização criminosa que operava em muitos ministérios, que operava ao mais alto nível, que tinha contato direto com o presidente do Governo, que estava envolvida em todas essas questões”.
A dirigente do PP defende que, em qualquer outro país, essa situação estaria representando “uma catarse absoluta” e a consequente queda total do governo, lamentando que, na Espanha, no entanto, Sánchez permaneça no poder porque entende que “o próximo passo será sua defesa judicial”.
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