Gabriela Sardá Núñez - Europa Press
Gamarra admite que “se não fosse pela pressão da Europa”, hoje os migrantes que entraram de forma irregular “estariam na Península”
MADRID, 15 set. (EUROPA PRESS) -
A vice-secretária de Regeneração Institucional do PP, Cuca Gamarra, afirmou nesta segunda-feira que a Europa “precisa ser contundente” diante da crise que está ocorrendo em Ceuta e “adotar medidas” para que “fique bem claro para o Marrocos que Ceuta e Melilha fazem parte da Europa”. Além disso, ela criticou o fato de o chefe do Executivo, Pedro Sánchez, continuar “agradecendo” ao país alawita, sem fazer “uma única crítica”.
Em entrevista à ‘Telecinco’, divulgada pela Europa Press, Gamarra destacou que Alberto Núñez Feijóo viajará na próxima segunda-feira para Ceuta —pela quarta vez— com o objetivo de “europeizar” essa “agressão” e “mobilizar tudo o que estiver ao seu alcance” para que a cidade autônoma “possa recuperar a normalidade que perdeu”.
Assim, ela ressaltou que na cidade autônoma há uma “perda absoluta de direitos e liberdades de 85 mil espanhóis que vivem” lá, já que, “atualmente, eles têm medo, suas propriedades não são respeitadas e não podem sair às ruas”. “E isso não é uma sensação subjetiva de insegurança, é a realidade do dia a dia nas ruas de Ceuta”, afirmou, respondendo assim às palavras do ministro Fernando Grande-Marlaska.
Gamarra insistiu que a visita de Feijóo — na qual ele estará acompanhado pelo presidente do PPE, Manfred Weber — tem como objetivo “europeizar o que está ocorrendo em Ceuta” porque a entrada em massa de migrantes no final de julho “não foi apenas uma agressão à integridade territorial da Espanha, mas também da Europa”.
“A EUROPA TEM QUE SE PRONUNCIAR E SER CATEGÓRICA”
Quando questionada se não acha que a resposta da Europa diante do que está ocorrendo em Ceuta está sendo muito tímida, Gamarra destacou que “quem tem a responsabilidade principal” de defender as fronteiras é o próprio governo, que “não agiu”.
“E é ele que continua agradecendo a Marrocos, sem sequer fazer uma única crítica”, criticou ela, acrescentando que não sabem “a que tipo de chantagem o presidente do Governo pode estar sujeito para não ser capaz de agir como se deve agir quando violam sua integridade territorial” e “invadem suas fronteiras”.
Dito isso, ele destacou que “se não fosse pela pressão da Europa, hoje todos já estariam na Península e mais” migrantes irregulares estariam chegando. Em sua opinião, a Europa “está se mantendo firme”, mas continuarão exigindo que “continue firme” e “acima de tudo, que adote medidas” para que “fique claro para Marrocos que Ceuta e Melilha são Europa”. “Evidentemente, a Europa precisa se pronunciar e precisa ser contundente”, concluiu.
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