Publicado 21/07/2026 08:34

O PP afirma que as “confissões” do sócio de Zapatero e da cúpula do Plus Ultra “apontam para a Moncloa”, que “mentiu”

A porta-voz do PP no Congresso, Ester Muñoz, durante uma coletiva de imprensa no Congresso dos Deputados, em 23 de junho de 2026, em Madri (Espanha).
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz do Grupo Popular no Congresso, Ester Muñoz, acusou nesta quarta-feira o ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero e o governo de Pedro Sánchez de passarem “semanas mentindo para todos os espanhóis” em relação ao resgate da Plus Ultra. Assim, ela ressaltou que as “confissões” de Julio Martínez Martínez, sócio de Zapatero, e da alta cúpula da companhia aérea “apontam para a Moncloa”, ao mesmo tempo em que confirmam que “não há nenhuma manobra jurídica”.

Essa declaração foi feita um dia depois de Martínez ter enviado um documento à Audiencia Nacional no qual implica Zapatero no resgate da Plus Ultra, ao afirmar que ele “dava as orientações”. Paralelamente, em outra carta, o presidente da Plus Ultra, Julio Martínez Sola, admite que o ex-presidente recebeu pagamento por sua mediação nesse resgate.

Em uma coletiva de imprensa no Congresso, Muñoz ressaltou que essas “duas confissões coincidem em sua versão”: “Zapatero recebeu 1% em troca de intermediar com a Venezuela e com Madri, dois governos, para que resgatassem a companhia aérea”.

Por isso, Muñoz destacou que “no dia em que Zapatero gravou um vídeo em frente a um arbusto, ele mentiu para todos os espanhóis”. Além disso, ele ressaltou que o ex-presidente também não disse a verdade em sua audiência na comissão de investigação do Senado no último mês de março.

“NÃO HÁ NENHUM LAWFARE”

Muñoz afirmou que Sánchez e Zapatero “são a mesma coisa”, “sempre trabalharam na mesma equipe” e “tudo o que fizeram, fizeram juntos”. “É que o resgate não teria ocorrido se alguém não tivesse dado o aval a Zapatero”, exclamou ele, indicando que o ex-presidente teria ligado para “algum ministro” ou para o próprio Pedro Sánchez. “Portanto, as duas confissões não apenas apontavam para Zapatero, mas também para a Moncloa”, declarou.

Da mesma forma, a porta-voz do Grupo Popular destacou que “não há nenhum ‘lawfare’”. “Não eram boatos, não eram meios de comunicação falsos, não eram mentiras, não era uma oposição envolvida em uma conspiração para derrubar o governo”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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