Marta Fernández - Europa Press - Arquivo
MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral do Partido Popular, Miguel Tellado, acusou o presidente Pedro Sánchez de usar “o trunfo” do “pacto climático” entre o PP e o PSOE “quando vê que há incêndios na Espanha”, ao mesmo tempo em que afirmou acreditar que “o governo não fez tudo o que estava ao seu alcance para disponibilizar os meios aéreos necessários”.
Nesse sentido, durante uma entrevista no programa “La Mirada Crítica”, da “Telecinco”, divulgada pela Europa Press, o dirigente do Partido Popular exigiu que o Executivo “abandone” a “propaganda” e coloque “à disposição todos os meios necessários do Estado para colaborar com as comunidades autônomas”.
“Essa história do pacto climático e sei lá o quê faz parte da propaganda de quem não cumpriu suas obrigações a tempo e agora tenta defender ou justificar tudo o que não fez”, insistiu Tellado.
Em contrapartida às críticas ao governo, o secretário-geral do Partido Popular expressou sua gratidão a “todas as equipes” que trabalham para “apagar os incêndios” e às comunidades autônomas que “estão fazendo seu trabalho”.
UM TOTAL DE 108.000 HECTÁREAS QUEIMADAS
Os incêndios já queimaram 108.000 hectares na Espanha, quatro vezes mais do que a área queimada no mesmo período de 2025, segundo dados fornecidos pela Ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, Sara Aagesen.
Diante dessa situação, a ministra alertou para a magnitude dos incêndios que afetam áreas “muito superiores a 500 hectares” e estimou em 1.900 o número de incêndios registrados em 2026. “Nem todos atingem o mesmo nível de gravidade, mas é preciso pedir o máximo de cautela”, indicou ela.
Atualmente, há cinco incêndios de “especial relevância” em andamento, segundo a ministra, referindo-se aos de La Mierla e Selas, em Guadalajara; Almorox, em Toledo; Villa del Prado, em Madri; Castropodame, em León; e Borgohondo, em Ávila. A esses, somam-se incêndios em Soria, Segóvia e Huelva, conforme lembrou a ministra da Transição Ecológica.
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