Jaime de los Santos comemora a queda do ditador venezuelano, defende o papel dos Estados Unidos e defende o apoio do PP aos exilados
MADRID, 3 jan. (EUROPA PRESS) -
O vice-secretário de Educação e Igualdade do PP, Jaime de los Santos, declarou que seu partido representa os espanhóis que são contra o regime de Nicolás Maduro, enquanto o PSOE de Pedro Sánchez representa os espanhóis que querem "a permanência do regime" estabelecido por Hugo Chávez e os acusou de "proteger essa satrapia".
Em discurso na Puerta del Sol, em Madri, para comemorar a prisão de Maduro pelos Estados Unidos, De los Santos disse que a queda de um ditador é motivo de congratulações porque "o fato de um sátrapa parar de abusar dos cidadãos é algo de que qualquer democrata deve se orgulhar".
O deputado 'popular' disse que o que aconteceu hoje é que Maduro "entrou para a história como representante da pior forma de governar", e enfatizou que é "o momento da democracia, da liberdade e do presidente eleito, Edmundo González Urrutia, que obteve 70% dos votos e que hoje é o único que pode levar a Venezuela a uma democracia plena".
APOIO A CORINA MACHADO NO EXÍLIO
Em nome do Partido Popular, De los Santos exigiu que o governo espanhol "de uma vez por todas, reconheça essa vitória, reconheça que Edmundo González é o único presidente eleito da Venezuela e, embora seja tarde, dê lugar e parabéns a María Corina Machado por esse Prêmio Nobel da Paz".
"O PP sempre esteve com aqueles que defendem a democracia, com aqueles que defendem a liberdade na Venezuela, com os 9 milhões de exilados e com todos os homens e mulheres que sofrem com o regime ditatorial chavista, enquanto o Partido Socialista de Pedro Sánchez apenas protegeu essa satrapia", disse ele, antes de acrescentar que "até mesmo, por meio de grandes representantes como José Luis Rodríguez Zapatero, justificando-o e mediando com as democracias europeias".
De los Santos insistiu que "nós nos parabenizamos, como democratas, por termos posto fim a uma das ditaduras mais insuportáveis do mundo" e reiterou que o PP "sempre estará ao lado da liberdade e da democracia".
Ele também enfatizou que seu partido sempre esteve ao lado do povo venezuelano e do direito dos cidadãos livres de eleger seus representantes, algo que, segundo ele, "ficou claro com mais de 70% dos votos a favor da liberdade, da democracia e de Edmundo González".
APOIO AOS ESTADOS UNIDOS
Com relação ao papel dos Estados Unidos, ele destacou que "o que eles fizeram foi zelar pela liberdade e resgatar todos aqueles que, por muitos anos, suportaram uma ditadura que prendeu opositores, que assassinou homens e mulheres que apenas defendiam a liberdade e que até mesmo fez com que mulheres em busca da liberdade cruzassem fronteiras e se prostituíssem para sobreviver".
"Sim à liberdade, sim à democracia e sim ao direito do povo venezuelano de escolher seu futuro", defendeu o deputado 'popular', para enfatizar que "o problema de Pedro Sánchez é que não se pode contar com ele".
Ele acrescentou que "não se pode contar com um presidente que é atormentado pela corrupção e cujo partido está sendo investigado no tribunal por financiamento ilegal".
SÁNCHEZ, "DE COSTAS PARA OS DIREITOS DO POVO VENEZUELANO".
De los Santos afirmou que Sánchez "deu as costas aos direitos do povo venezuelano" e questionou aqueles que agora falam de Maduro "como uma pessoa presa, como uma pessoa que foi privada de sua liberdade".
Gostaria de saber onde eles estavam quando viram como todos esses homens e mulheres foram presos por defender a liberdade", disse o vice-secretário do partido "popular", e acrescentou: "Onde eles estavam quando viram que até 9 milhões de venezuelanos tiveram que fugir do país para simplesmente serem livres?
Por fim, com relação à "preocupação de Pedro Sánchez sobre como ele entrará para a história", De los Santos garantiu que o fará "como o presidente que sempre esteve ao lado da ditadura, ao lado de Maduro e de todos aqueles que fizeram da Venezuela um país sem liberdades".
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