Publicado 19/02/2026 06:53

O PP acusa Marlaska de "revictimizar" a denunciante do DAO ao afirmar que se demitiria se tivesse falhado com ela.

A vice-secretária de Organização do PP, Carmen Fúnez (c), durante uma sessão de controle do Governo, no Congresso dos Deputados, em 11 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha). O plenário recebe o primeiro confronto do ano entre o líder da oposição
Gabriel Luengas - Europa Press

MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) - A vice-secretária de Saúde e Política Social do Partido Popular (PP), Carmen Fúnez, acusou o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, de “revictimizar” a denunciante de uma suposta agressão sexual por parte do ex-diretor adjunto operacional (DA) da Polícia Nacional, José Ángel González.

Em entrevista ao programa “Las mañanas de RNE”, divulgada pela Europa Press, Fúnez criticou Marlaska por atribuir “mais responsabilidade” à vítima ao oferecer sua própria demissão caso ela se sentisse “desprotegida”. O PP criticou esse gesto, pois se trata de uma decisão que “não pode recair sobre ela”, mas sim ser responsabilidade do ministro. “Certamente, não é o que a vítima esperava”. A líder popular insistiu em solicitar a demissão de Marlaska, independentemente de ele ter conhecimento dos fatos denunciados, porque era seu dever: “Ele tem que saber o que estava acontecendo”, afirmou.

Também criticou o fato de o ex-“número dois” da Polícia não ter sido demitido, em vez de permitir que ele apresentasse sua demissão. Uma situação que causou “decepção” na vítima, segundo declarações do advogado no programa “El Programa de Ana Rosa”, divulgadas pela Europa Press.

DENÚNCIA POR ASSÉDIO SEXUAL CONTRA O PREFEITO DE MÓSTOLES (PP) Questionada sobre o suposto caso de assédio sexual e laboral do prefeito de Móstoles a uma vereadora de seu próprio partido, a vice-secretária de Saúde e Políticas Sociais afirmou que se trata de uma situação “diferente” porque não houve violação.

“Não se deve minimizar a importância, muito menos, mas neste caso — referindo-se ao DAO — foi uma violação, no outro caso falava-se de um caso de assédio laboral e assédio sexual”, disse. Fúnez diferenciou a reação do Partido Socialista e do PP. No caso de Móstoles, afirmou que “foi aberta uma investigação por parte do partido”, enquanto Ferraz colocou “em uma gaveta” o testemunho contra o ex-funcionário de Moncloa, Paco Salazar.

A líder popular transmitiu toda a “solidariedade” do partido à “suposta vítima” e se recusou a comentar as gravações em que altos cargos do PP de Madri pedem que ela não denuncie porque não conhecem sua “literalidade”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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