Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo
MADRID 19 out. (EUROPA PRESS) -
O PP criticou o governo por empobrecer as famílias espanholas com seus "sablazos" fiscais e sua "paralisia" na gestão econômica, ao mesmo tempo em que garantiu que, se governar, reduzirá o imposto de renda de pessoas físicas sobre rendas inferiores a 40.000 euros para mitigar o impacto da inflação.
Foi o que disse neste domingo o vice-secretário de Finanças, Habitação e Infraestrutura do PP, Juan Bravo, em um comunicado enviado à mídia.
"Desde que ele chegou à Moncloa, a cesta de compras aumentou em mais de 38%. Ele nos submeteu a uma centena de aumentos de impostos e contribuições sociais. Uma ganância sem precedentes para a arrecadação de impostos em nosso país. Cada espanhol pagou 3.500 euros a mais em impostos desde que Sánchez está no governo", criticou.
Bravo disse que a sociedade espanhola está "mais pobre e vive pior" desde o governo de Sánchez, que ele também acusou de impor aos conselhos locais a cobrança de um "imposto sobre o lixo" dos cidadãos, o que levará a aluguéis mais altos para moradia.
"Outro golpe nos bolsos arruinados dos contribuintes. O novo imposto sobre o lixo afeta a todos. Se os preços dos aluguéis e das moradias já são inacessíveis, agora eu também terei de enfrentar outro sablazo mais pela inoperância do governo", disse ele.
Bravo insistiu em sua crítica, assegurando que a Espanha não funciona e que as famílias estão se afundando um pouco mais a cada dia. "O foguete de Sánchez se chocou com a realidade das famílias", disse ele. Além disso, ele afirma que o poder de compra dos espanhóis é menor do que em 2017, enquanto em países como Portugal cresceu oito pontos. "Estamos ficando para trás", acrescenta.
Por fim, prometeu reverter a situação quando o PP chegar ao Governo e explicou um bloco de planos estratégicos e medidas para recuperar o bem-estar das famílias espanholas.
"Reduziremos o imposto de renda pessoal para as classes média e baixa e para rendas inferiores a 40.000 euros para mitigar o impacto da inflação. Já temos planos prontos para enfrentar a difícil situação do mercado imobiliário, para impulsionar o ambiente rural, o setor de energia ou para melhorar a situação caótica das infraestruturas. Não é justo que todo esse inferno fiscal recaia sobre as famílias", disse ele.
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