Publicado 29/04/2025 11:09

Portugal solicitará uma auditoria europeia do sistema de eletricidade na Península Ibérica.

"Não pouparemos esforços para esclarecer um problema grave que não teve origem em Portugal", ressalta Montenegro.

LISBOA, 29 de abril de 2025 -- Esta foto tirada por um telefone celular mostra clientes esperando dentro de uma cafeteria em Lisboa, Portugal, em 28 de abril de 2025.   O fornecimento de energia está sendo gradualmente restaurado em Portugal após um apagã
Europa Press/Contacto/Xun Wei

MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou nesta terça-feira que seu governo criará uma comissão independente sobre o apagão e também solicitará uma auditoria em nível europeu para avaliar os sistemas elétricos da Península Ibérica e "determinar plenamente as causas que levaram a esta situação".

"Não nos pouparemos a esforços para esclarecer um problema grave que não teve origem em Portugal", sublinhou Montenegro, no final de um novo Conselho de Ministros dominado pelo corte generalizado de energia e no qual o governo concordou em não prolongar a declaração de crise, que terminará à meia-noite de terça-feira, para quarta-feira.

Em nível europeu, o governo português quer que a Agência de Cooperação dos Reguladores de Energia da União Europeia analise a situação do sistema elétrico nos países afetados pelo apagão, informa a agência Lusa.

Dentro de Portugal, Montenegro anunciou a criação de uma comissão técnica independente para avaliar os mecanismos de preparação, gestão e recuperação para situações de emergência como a de segunda-feira, não só em termos de infraestrutura energética, mas também de proteção civil e comunicações.

De acordo com Montenegro, será um grupo de sete pessoas composto por quatro especialistas de diferentes setores e três membros nomeados pelo Parlamento, embora essa comissão não seja criada antes do início da próxima legislatura, uma vez que o povo português deverá votar em 18 de maio.

"Temos tempo, não é uma comissão (...) para obter resultados rápidos e apressados", sublinhou o primeiro-ministro, que deu como exemplo a investigação aberta após os incêndios florestais de 2017.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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