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MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou nesta terça-feira que seu governo criará uma comissão independente sobre o apagão e também solicitará uma auditoria em nível europeu para avaliar os sistemas elétricos da Península Ibérica e "determinar plenamente as causas que levaram a esta situação".
"Não nos pouparemos a esforços para esclarecer um problema grave que não teve origem em Portugal", sublinhou Montenegro, no final de um novo Conselho de Ministros dominado pelo corte generalizado de energia e no qual o governo concordou em não prolongar a declaração de crise, que terminará à meia-noite de terça-feira, para quarta-feira.
Em nível europeu, o governo português quer que a Agência de Cooperação dos Reguladores de Energia da União Europeia analise a situação do sistema elétrico nos países afetados pelo apagão, informa a agência Lusa.
Dentro de Portugal, Montenegro anunciou a criação de uma comissão técnica independente para avaliar os mecanismos de preparação, gestão e recuperação para situações de emergência como a de segunda-feira, não só em termos de infraestrutura energética, mas também de proteção civil e comunicações.
De acordo com Montenegro, será um grupo de sete pessoas composto por quatro especialistas de diferentes setores e três membros nomeados pelo Parlamento, embora essa comissão não seja criada antes do início da próxima legislatura, uma vez que o povo português deverá votar em 18 de maio.
"Temos tempo, não é uma comissão (...) para obter resultados rápidos e apressados", sublinhou o primeiro-ministro, que deu como exemplo a investigação aberta após os incêndios florestais de 2017.
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