Alberto Paredes - Europa Press
MADRID 2 maio (EUROPA PRESS) -
O governo português anunciou a criação de um grupo de trabalho para conseguir a substituição "urgente" do atual Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança (SIRESP), uma plataforma projetada para facilitar as comunidades em situações de crise, que as autoridades acreditam ter falhado novamente durante o apagão maciço de segunda-feira.
O SIRESP, que já estava no centro das atenções após a onda de incêndios em 2017, tem "limitações estruturais em cenários de alta demanda operacional", explicaram os ministros do Interior e da Infraestrutura em uma declaração conjunta, de acordo com o canal RTP.
Por isso, o governo de Luís Montenegro vê a necessidade de rever completamente esse sistema e elaborar um relatório em um "prazo máximo" de três meses. O governo pretende um novo sistema que seja "mais robusto, confiável, resiliente e interoperável", dada a "relevância estratégica" das comunicações dos serviços de emergência.
Essa revisão vem se somar a outras investigações e auditorias iniciadas pelas autoridades portuguesas após a queda generalizada de energia na Península Ibérica. Na quinta-feira, o Ministério de Infraestrutura ordenou que a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) e o Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) realizassem "uma análise técnica aprofundada" do que aconteceu durante o apagão.
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