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Montenegro considera que a "mensagem política" da flotilha "já foi transmitida".
COPENHAGUE, 2 out. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, disse não ter informações que permitam concluir que tenha ocorrido qualquer tipo de crime durante o embarque, por tropas israelenses, da flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza e que foi interceptada a poucas milhas náuticas da costa palestina.
"Não tenho nenhuma informação com a qual eu possa tirar uma conclusão como essa", respondeu Montenegro quando perguntado se ele acreditava que os passageiros portugueses da Flotilha Global Sumud sofreram algum tipo de crime na quarta-feira.
"O que nós vamos salvaguardar é o apoio consular aos cidadãos portugueses e a forma tranquila como queremos que eles regressem a Portugal", disse à chegada à cúpula da Comunidade Política Europeia, em Copenhague.
Montenegro disse esperar que "toda a ajuda humanitária que a flotilha transportava seja garantida", cuja "mensagem política" já "foi dada", disse o primeiro-ministro português, que, segundo ele, teria preferido transmitir a mensagem de outra forma.
Entre os passageiros da flotilha estavam três cidadãos portugueses, um deles a deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua. Montenegro disse não saber como estão seus compatriotas, mas afirmou estar confiante de que os procedimentos para o retorno deles ao país serão resolvidos "sem incidentes".
"Foi isso que as autoridades israelenses nos disseram", disse o chefe do governo português.
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