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MADRID 5 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Paulo Rangel, afirmou que não consideram que a entrada de migrantes em Ceuta, ocorrida no último dia 15 de agosto, tenha representado uma “ameaça imediata” ao espaço comum europeu de Schengen, de livre circulação de pessoas.
“Podemos dizer que não houve uma ameaça imediata ao direito de Schengen, da forma como ocorreu”, destacou Rangel em Cernobbio, nos arredores de Milão, onde participa do Fórum Ambrosetti. “Essa sempre foi a nossa avaliação e, como somos vizinhos, junto com a França teríamos sofrido o primeiro impacto”, acrescentou, segundo a agência de notícias Bloomberg.
Rangel também se referiu à decisão do governo italiano de suspender o Acordo de Schengen e impor controles de fronteira a pessoas provenientes da Espanha, destacando que a Espanha e a Itália são “amigas” e garantindo que “essa pequena tensão” será resolvida em breve.
O ministro português acrescentou que seu governo apoia a convocação de uma reunião dos ministros do Interior da UE, conforme solicitado pela primeira-ministra italiana, Georgia Meloni, apesar de não ter assinado a declaração dos líderes europeus pedindo uma cúpula de emergência sobre Ceuta.
Portugal, explicou Rangel, acompanhou a situação em Ceuta “hora a hora” e “recebia informações e também fornecia informações”. Assim, ele destacou as medidas “muito impressionantes” tomadas por Marrocos para conter os migrantes.
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