Europa Press/Contacto/Rodrigo Reyes Marin
Montenegro reconhece "perigo", mas não confirma que Israel tenha garantido a segurança dos portugueses na flotilha
COPENHAGUE, 1 out. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, apelou nesta quarta-feira a Israel e à Flotilha Global Sumud, que está se aproximando da Faixa de Gaza, por um "senso de responsabilidade", em meio a apelos de vários governos europeus para que recuem e evitem novos incidentes.
"Acho que precisamos manter a cabeça fria, é preciso haver muito senso de responsabilidade por parte de todas as autoridades envolvidas e também das próprias pessoas que querem ter uma iniciativa, uma intervenção que queira ter um efeito e que, esperamos, não seja manchada por nenhum incidente", disse ele.
Montenegro reconheceu que há cada vez mais "perigo" à medida que a flotilha se aproxima das costas do enclave palestino e defendeu que Portugal fez "o que era apropriado nas circunstâncias".
"Estamos em contato com outros Estados e parceiros que estão diretamente envolvidos nesse acompanhamento, em particular a Itália e também a Espanha", disse o primeiro-ministro português na véspera da reunião informal do Conselho Europeu em Copenhague, capital da Dinamarca, nesta quarta-feira.
Apesar da insistência da imprensa, ele não quis confirmar se havia tido algum contato com o governo israelense para garantir a segurança dos membros portugueses da flotilha, incluindo Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda.
"Temos estado em contato permanente com vários países, não vou especificar, dentro das nossas possibilidades", limitou-se a dizer.
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