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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
Ziv Agmon, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apresentou nesta quarta-feira sua renúncia ao cargo, um dia após o vazamento de comentários racistas antigos nos quais ele se referia a deputados de ascendência marroquina do Likud, o partido do líder, como “babuínos”.
"A grande maioria dessas conversas ocorreu antes mesmo de eu assumir meu cargo no Gabinete do Primeiro-Ministro. As citações que foram divulgadas foram tiradas do contexto e seu único propósito é difamar-me e prejudicar o primeiro-ministro a quem sirvo”, alegou Agmon em um comunicado divulgado pelo 'The Jerusalem Post', no qual lamentou que “uma pessoa com quem mantinha uma longa relação de amizade” tenha decidido divulgar trechos de suas “conversas privadas”.
Agmon garantiu que as notícias que surgiram na sequência do vazamento não representam nem a ele nem seus valores, apontando, especificamente, que as acusações de racismo contra judeus de origem marroquina são “ridículas”: “Minha família direta tem raízes marroquinas”, defendeu.
Da mesma forma, ele criticou “a tentativa de pegar trechos de frases de conversas pessoais e privadas, a maioria delas de anos atrás, torná-las públicas e apresentá-las como posições atuais e oficiais do porta-voz (do primeiro-ministro) deve ser condenada”. “No entanto, lamento profundamente o que me foi atribuído”, acrescentou.
“Quando descobri que havia sido colocado na linha de frente contra a minha vontade e que se criara um discurso divisivo em torno de mim, decidi informar ao primeiro-ministro o fim das minhas funções e a minha retirada da vida pública”, sinalizou, explicando assim sua renúncia.
Seus comentários foram reprovados pelo ministro da Justiça, Yariv Levin, que, após o anúncio, garantiu que “em Israel, e no movimento Likud em particular, não há lugar para o racismo”, pelo que “as graves declarações reveladas esta noite por Amit Segal merecem a mais enérgica condenação”. "Elas são contrárias aos valores do movimento, que representa o povo de Israel em todas as suas facetas", acrescentou.
"Nosso legado baseia-se na unidade e no destino compartilhado", afirmou o ministro sobre a formação à qual pertence, que, segundo ele, "continuará sendo um lar para todos os cidadãos de Israel".
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