Publicado 31/08/2026 10:04

Porta-voz da Junta insta o Governo a “cumprir sua palavra” sobre os menores em Ceuta e não vê “tensão” entre o PP-A e o Vox

A terceira vice-presidente e secretária de Economia, Fazenda e Fundos Europeus, além de porta-voz do Governo da Andaluzia, Carolina España, participa da coletiva de imprensa realizada após a reunião semanal do Conselho de Governo. Em 31 de agosto de 2026,
Francisco J. Olmo - Europa Press

SEVILHA 31 ago. (EUROPA PRESS) -

A terceira vice-presidente e porta-voz do Governo da Andaluzia, Carolina España (PP-A), instou nesta segunda-feira o Executivo central a “cumprir sua palavra” em relação aos menores migrantes que se encontram em Ceuta após a chegada em massa de pessoas vindas do Marrocos registrada naquela cidade autônoma no final do mês de julho passado, além de ter negado que exista “tensão” entre o PP-A e o Vox, como parceiros do Governo da Andaluzia, em relação a essa questão.

Na coletiva de imprensa após a primeira reunião semanal do Conselho de Governo do novo mandato político, a conselheira de Economia, Fazenda e Fundos Europeus se pronunciou dessa forma em resposta a perguntas dos jornalistas, depois que o segundo vice-presidente da Junta e conselheiro de Turismo, Justiça, Desregulamentação e Administração Local, Manuel Gavira (Vox), tivesse anunciado neste domingo que o Vox solicitou que, nos próximos dias, se reúna a comissão de acompanhamento do pacto de governo para “aprofundar a forma como as questões migratórias serão gerenciadas dentro do governo de coalizão” presidido por Juanma Moreno.

“Assim, evitaremos que se repitam situações” como a vivida em relação ao auxílio extraordinário de 25 milhões de euros aprovado nesta semana, com o voto favorável da Andaluzia, no âmbito da Conferência Setorial da Infância e da Adolescência — que reúne o Governo central e as comunidades autônomas —, para a assistência à infância migrante em Ceuta.

A Junta da Andaluzia apoiou essa ajuda apesar de o Vox ser contra, conforme reconheceu Manuel Gavira, que na última sexta-feira afirmou que o governo andaluz teria se oposto a esse crédito extraordinário de 25 milhões de euros se a competência sobre essa questão fosse do Vox no Executivo andaluz.

Carolina España defendeu nesta segunda-feira que “em um governo de coalizão, é normal que haja esse tipo de reunião”, como a solicitada pelo Vox, e que entre os parceiros de governo “ocorrem conversas quase diariamente”, por isso ela considera “normal essa reunião que, em princípio, ainda não tem data marcada”, pelo que ela sabe, conforme destacou.

“Portanto, não há problema algum”, afirmou a porta-voz da Junta, que acrescentou que, “por enquanto”, não há “tensão entre os parceiros de governo” na Andaluzia, e ela espera que “assim continue ao longo desses meses e desta legislatura, e pelo menos durante este período político” que se inicia nesta segunda-feira, 31 de agosto, acrescentou.

Sobre a questão do possível acolhimento, nas comunidades autônomas, de menores migrantes que chegaram a Ceuta, a secretária disse que o que a Junta espera é que “o Governo cumpra sua palavra”, pois foram “dois ministros” — o do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e o das Relações Exteriores, José Manuel Albares — que “afirmaram que todas as pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta precisam sair de Ceuta”.

“O Governo disse isso e a União Europeia também”, ressaltou a secretária de Estado porta-voz, que, nesse ponto, criticou o fato de o Executivo de Pedro Sánchez ter criado “um comando único” para essa crise, “mas a cada dia dizem uma coisa diferente”.

A JUNTA “CUMPRIRÁ O ACORDO” ENTRE PP-A E VOX E “TAMBÉM A LEI”

Dessa forma, Carolina España destacou que o Governo da Espanha deve começar a tomar “as medidas necessárias no que diz respeito aos trâmites que precisam ser realizados” em relação às pessoas que chegaram a Ceuta, e ressaltou que o Executivo andaluz cumprirá “o acordo” de governo firmado entre o PP-A e o Vox, que se opõe ao acolhimento de menores migrantes desacompanhados, mas também cumprirá “a lei”.

“No acordo está escrito que também cumpriremos a lei”, acrescentou a porta-voz do governo regional, que, ao responder às perguntas dos jornalistas, também destacou que, na reunião desta segunda-feira do Conselho de Governo, seus membros demonstraram seu “apoio a Ceuta” e sua “solidariedade” com essa cidade autônoma.

Da mesma forma, ela fez questão de ressaltar que não vê “instabilidade nem qualquer problema” com os “parceiros de governo” do PP-A no âmbito do acordo assinado, que possibilitou, em julho passado, a posse de Juanma Moreno como presidente da Junta.

Ela também afirmou que “o pacto” de governo entre o PP-A e o Vox “não foi violado em nenhum momento”, e que “há boas relações” entre os parceiros. “Haverá, é claro, uma comissão de acompanhamento (do pacto), como é de praxe, mas não há nem descumprimento nem instabilidade”, concluiu a secretária de Estado e porta-voz do Governo da Andaluzia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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