Publicado 04/06/2025 06:41

Poluição sonora pode causar estresse na vida selvagem da Antártica, segundo estudo

Pinguins na Antártica
INSTITUTO ANTÁRTICO URUGUAYO

BARCELONA 4 jun. (EUROPA PRESS) -

Um estudo da Universidade da República do Uruguai (Udelar) e da Universidade Pompeu Fabra (UPF), em Barcelona, indica que a poluição sonora gerada por ruídos causados pelo homem pode ser um fator de estresse e desconforto para a fauna antártica.

Publicado na revista "Ecological Informatics (Science Direct)", o estudo analisou o impacto do ruído causado por um gerador de energia na Área Antártica Especialmente Protegida (ASPA) nº 150, na Ilha Ardley.

Os pesquisadores se concentraram em examinar se o ruído causado pelo gerador de energia, localizado a dois quilômetros da Ilha Ardley, é "perceptível a partir dessa área protegida", que abriga várias espécies de animais.

A ilha é um local de reprodução de aves marinhas (pinguins, petréis e andorinhas-do-mar) e é visitada por mamíferos marinhos (diferentes espécies de focas, focas antárticas e elefantes-marinhos), que vêm se alimentar ou fazer a muda.

Os resultados da pesquisa corroboraram que o ruído emitido pelo gerador é "claramente perceptível" a partir da ZPE, o que pode aumentar os níveis de estresse ou hipertensão dessas espécies, ou afetar sua capacidade de ouvir, procurar alimentos ou responder a predadores.

Mais pesquisas devem estabelecer os "efeitos concretos", e a equipe de pesquisa alertou para a necessidade de aumentar a conscientização sobre o impacto da poluição sonora nos ecossistemas antárticos e introduzir melhorias no gerenciamento das ASPAs para esse fim.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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