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MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, anunciou nesta quinta-feira que os serviços de segurança poloneses prenderam um cidadão russo recrutado pela inteligência russa, cujo objetivo era atacar um cidadão com dupla nacionalidade — americana e ucraniana — na capital, Varsóvia.
“Graças a uma ação realmente brilhante de nossos serviços da Agência de Segurança Interna, em 7 de agosto detivemos um cidadão russo recrutado pelos serviços de inteligência russos, cuja missão era executar, em Varsóvia, um cidadão com dupla nacionalidade — americana e ucraniana”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.
Tusk afirmou que é “a primeira vez” que um agente russo tenta “atacar um cidadão americano no território de outro país membro da OTAN”, embora as autoridades tenham conseguido impedir a “execução” no “último minuto”.
“Infelizmente, devemos partir do princípio de que o regime de (do presidente Vladimir) Putin tentará eliminar pessoas que lhe sejam incômodas por diversos motivos, em diferentes partes do mundo; portanto, nossas ações nesse caso serão extremamente intensas, voltadas para impedir novas tentativas dirigidas contra cidadãos da Polônia ou de outros países em nosso território”, concluiu.
A Polícia de Varsóvia informou que o homem, de 29 anos, foi preso na rua Woloska e foi indiciado com base no artigo 148 do Código Penal polonês, que pune atos de preparação para cometer um crime de homicídio ou assassinato.
“A investigação neste caso está a cargo do Ministério Público distrital de Varsóvia Sródmiescie-Pólnoc. Em 9 de agosto, o tribunal, atendendo ao pedido do promotor, determinou a prisão preventiva do suspeito por um período de três meses”, explicou.
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