Publicado 20/05/2026 08:17

A Polônia pede à Ucrânia que escolha "com muito mais precisão" seus alvos na Rússia, para não ameaçar a OTAN

Archivo - Arquivo - 16 de setembro de 2025, Polônia, Ustka: O ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, discursa em uma coletiva de imprensa realizada durante o exercício militar Iron Defender-25 em Ustka. A Polônia deu início a um de seus ma
Marek Ladzinski/ZUMA Press Wire/ DPA - Arquivo

MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Polônia solicitaram nesta quarta-feira que a Ucrânia defina “com muito mais precisão” seus alvos na Rússia, a fim de não colocar em risco a segurança dos países da OTAN, num momento em que alguns aliados vêm denunciando que os drones ucranianos estão sendo desviados para seus territórios.

“A Ucrânia deveria, e isso também é afirmado pelas Forças Armadas e pela OTAN, definir seus alvos com muito mais precisão para não representar uma ameaça à segurança dos países da Aliança”, avaliou o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, em declarações à imprensa.

Kosiniak-Kamysz alertou que os últimos incidentes no Báltico poderiam “ser interpretados como uma provocação russa” e, ao mesmo tempo, servir a Moscou “para fins propagandísticos, além de agravar o conflito”.

“A Ucrânia deve ser muito cautelosa”, assinalou o ministro da Defesa, que ressalta que a Ucrânia “deve proteger o território dos países da OTAN” e, ao mesmo tempo, escolher bem os “alvos táticos na guerra que trava”.

As declarações do ministro polonês surgem depois que vários países observaram, nos últimos dias, que alguns drones ucranianos teriam sido desviados pela Rússia para seus territórios, chegando até a provocar na Letônia uma crise de governo que resultou na renúncia da primeira-ministra, Evika Silina.

O ministro lituano das Relações Exteriores, Kestutis Budrys, acusou ontem a Rússia de estar “desviando deliberadamente” drones para o espaço aéreo báltico enquanto “conduz campanhas de difamação” contra os países da região, depois que Moscou acusou a Letônia de ceder seu território para os ataques da Ucrânia.

“É um ato de desespero”, reagiu Budrys nas redes sociais à notícia de que caças da missão da OTAN no Báltico tiveram que abater um desses drones ucranianos no espaço aéreo da Estônia.

A POLÔNIA CONTINUA SENDO UM "ALIADO EXEMPLAR"

Por outro lado, o ministro destacou que seu país continua sendo um "aliado exemplar" de Washington, conforme lhe foi transmitido por altos comandantes do Exército dos Estados Unidos, como o general e vice-presidente do Estado-Maior Conjunto, Christopher Mahoney, durante sua visita desta quarta-feira à Polônia.

"A Polônia é um parceiro extremamente importante, se não o mais importante, para os Estados Unidos na Europa", declarou Kosiniak-Kamysz, segundo a emissora Polskie Radio. Em uma conversa com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, este informou que Washington não tem planos de reduzir a presença militar no país, em meio a especulações sobre a possível retirada de tropas da Europa.

“Não há segurança na Europa sem os Estados Unidos”, enfatizou, ao mesmo tempo em que alertou que “décadas de baixo gasto com defesa” agora “devem ser compensadas com urgência”, endossando assim as teses de Washington sobre o aumento dos gastos com defesa dos países europeus.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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