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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades polonesas asseguraram nesta quarta-feira que não descartam a colocação de minas antipessoais em suas fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, áreas de frequentes crises migratórias e uma vez confirmada sua futura saída da Convenção de Ottawa, que proíbe o uso desses dispositivos.
"Não temos escolha", justificou o vice-ministro polonês da Defesa, Pawel Bejda, em entrevista à estação de rádio RMF24. "A situação na fronteira é grave", insistiu, assegurando que "Belarus está seguindo os passos da Rússia".
Bejda acusou a Bielorrússia de servir como um espaço para os ataques da Rússia à Ucrânia e criticou o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko por sempre fazer "o que o colega russo Vladimir Putin diz".
"Não temos minas antipessoais, mas temos a capacidade de produzi-las", alertou o vice-ministro da defesa, depois que a Polônia e seus vizinhos bálticos foram confirmados nesta semana como tendo se retirado da Convenção de Ottawa, citando a situação "instável" na região.
Nesse sentido, Bejda está confiante de que, por meio da indústria privada e de empresas públicas, o Estado polonês logo poderá adquirir "centenas de milhares", embora se possa "falar em um milhão" desse tipo de explosivo.
A fronteira compartilhada pela Rússia e por Belarus também serviu como rota de migração irregular por vários anos. A Polônia acusa seus vizinhos de promoverem essas tentativas de cruzar seu território em retaliação às sanções que vêm recebendo da UE desde o início da invasão da Ucrânia.
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