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MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -
Autoridades polonesas criticaram nesta terça-feira a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cancelar a ajuda militar à Ucrânia sem levar em conta a opinião dos aliados da OTAN.
"A situação é muito grave", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, Pawel Wronski, que explicou que Trump tomou tal decisão sem consultar os aliados da OTAN ou o grupo Ramstein - uma aliança de mais de cinquenta países que coordena a entrega de ajuda à Ucrânia.
"É uma decisão muito importante" que será analisada nesta terça-feira no Conselho de Ministros, disse Wronski, que enfatizou que, no que diz respeito à Polônia, "ela continuará a apoiar a Ucrânia em sua luta contra a agressão russa", de acordo com a agência de notícias polonesa PAP.
Varsóvia também se concentrou nas consequências dessa decisão para a defesa da própria Polônia. "Se a Ucrânia não tiver essas capacidades, a segurança polonesa diminuirá automaticamente", disse o vice-ministro da Defesa, Cezary Tomczyk.
"Uma coisa é certa: enquanto a Ucrânia lutar, não teremos o exército russo em nossas fronteiras", disse Tomczyk em entrevista à Radio Zet, na qual ele lembrou que a doutrina oficial da OTAN afirma que a maior ameaça à segurança do bloco é a Rússia.
"Tudo o que visa fortalecer a Rússia e enfraquecer a Ucrânia não contribui para a segurança da Polônia", advertiu, acrescentando que eles estão "profundamente interessados" na "paz justa" em que o presidente ucraniano Volodimir Zelenski está insistindo, de modo que uma situação surgirá em "alguns meses ou anos".
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