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MADRID, 5 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, anunciou neste domingo que o governo vai divulgar “todas as doações” militares feitas à Ucrânia desde 2022 até este ano, a fim de tentar encerrar a polêmica iniciada pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados do Parlamento polonês, o ultradireitista Krzysztof Bosak, que denunciou que o governo transferiu, em março, equipamentos Patriot para Kiev sem informar a população nem o Parlamento.
Bosak causou consternação na população com uma mensagem publicada na manhã de sábado nas redes sociais, na qual afirmou que “o governo entregou à Ucrânia mísseis interceptadores caros e difíceis de obter para os sistemas Patriot, em segredo e sem consultar o Sejm (a Câmara Baixa)”.
O vice-presidente da Câmara denunciou que a entrega desses mísseis deixou a Polônia praticamente desprotegida diante dos temidos mísseis Iskander.
Em resposta, Kosiniak-Kamysz decidiu publicar todos os documentos a esse respeito, após consulta ao primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, em consonância com “a responsabilidade perante a opinião pública”, e avisou que decidiu abrir uma investigação contra “quem quer que tenha decidido revelar segredos de Estado”.
“Agimos em condições de guerra em nossa fronteira; cada ação contra o interesse nacional polonês coloca em risco a segurança das polonesas e dos poloneses. Por isso, prestaremos contas a todos, independentemente das imunidades”, afirmou ele, também nas redes sociais.
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