Europa Press/Contacto/Damian Burzykowski - Arquivo
MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, explicou nesta sexta-feira que o míssil russo que violou o espaço aéreo do país na quinta-feira não foi abatido porque não sobrevoou áreas habitadas, caso contrário, teriam agido como já aconteceu em setembro do ano passado, quando vários drones invadiram o espaço aéreo.
Essas foram as explicações que o ministro deu perante o Parlamento polonês, depois que a oposição questionou a gestão do governo em relação a essa crise. Kosiniak-Kamysz destacou que a resposta dos pilotos ao abater objetos no espaço aéreo difere em tempos de guerra e de paz.
Esse míssil, explicou o ministro da Defesa, fazia parte de cerca de vinte outros que sobrevoaram a região próxima à fronteira com destino a Lviv; no entanto, acabou se desviando e entrando no espaço aéreo polonês, informa a agência PAP.
Nesse sentido, ele enfatizou que, se o míssil tivesse colocado em risco áreas habitadas, teria sido abatido. O referido projétil, modelo Kh-101, foi acompanhado de perto por caças F-16 até que finalmente caiu por conta própria na aldeia de Tarnawa-Kolonia, no sudeste da Polônia.
“É responsabilidade do soldado decidir quando puxar o gatilho. Apoiem o Exército polonês e deixem-no agir”, dirigiu-se o ministro da Defesa à bancada da oposição, à qual acusou de não perceber a Rússia como uma ameaça, mas sim a Ucrânia, de acordo com o tom de algumas de suas declarações anteriores.
Kosiniak-Kamysz aproveitou sua intervenção para criticar a oposição por sua postura durante esta crise e lembrou os obstáculos que vêm colocando a cada iniciativa para ajudar Kiev. “Apesar de seus protestos e da desinformação, continuaremos ajudando a Ucrânia”, reafirmou.
Assim, ele relembrou o “caos” que causaram quando a Polônia, “a pedido dos Estados Unidos”, transferiu um lote de mísseis Patriot para a Ucrânia a fim de reforçar sua defesa aérea. “Quanto mais mísseis forem derrubados em território ucraniano, menor será a ameaça para a Polônia”, observou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático