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MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -
A polícia portuguesa desmantelou um grupo armado de extrema-direita nas últimas horas, naquela que foi sua maior operação até o momento, que deixou seis pessoas presas e centenas de munições, armas e explosivos confiscados.
A diretora da unidade nacional antiterrorista da Polícia Judiciária, Manuela Santos, destacou a "qualidade e diversidade" do que foi apreendido no âmbito da operação 'Desarmamento 3D', como parte de uma investigação que remonta a 2021, contra a milícia de extrema-direita Movimento Armila Lusitano.
"Eles estavam se armando para recrutar pessoas e desenvolver suas ações", disse Santos, que confirmou que entre os detidos estão um policial e trabalhadores de grupos de segurança privada, informa a agência Lusa.
Santos não exclui a possibilidade de haver mais "elementos das forças de segurança e militares" no seio desta organização, à semelhança de outras organizações de extrema-direita e neonazis já dissolvidas, como a Nova Ordem Social.
"Não tem sido fácil, é um ambiente muito difícil de penetrar. Esses caras são muito alertas", disse o diretor do grupo antiterrorista da Polícia Judiciária. Embora "não houvesse um plano concreto" para agir em curto prazo, o objetivo era "atacar as instituições", explicou Santos.
As prisões foram efetuadas na área da Gran Lisboa, embora existam outros 15 mandados de prisão aguardando execução. O grande arsenal de armas de fogo confiscadas, produzidas com tecnologia 3D, também é digno de nota.
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