PALMA 12 fev. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Nacional prendeu seis pessoas de origem argentina, colombiana e marroquina, três das quais já foram mandadas para a prisão por ordem judicial, e desmantelou uma rede que recrutava mulheres imigrantes com falsas ofertas de emprego e que depois eram forçadas a se prostituir em Manacor (Mallorca).
De acordo com um comunicado de imprensa do Alto Comando das Ilhas Baleares, as prisões ocorreram na última sexta-feira e eles são acusados de crimes de tráfico de pessoas, crimes contra cidadãos estrangeiros, crimes relacionados à prostituição, crimes contra a saúde pública e lavagem de dinheiro.
A investigação começou há alguns meses, quando uma pessoa procurou a polícia para denunciar que estava sendo explorada para trabalhar.
A vítima havia sido recrutada em seu país de origem pelo casal líder da organização agora desmantelada, com a promessa de um emprego bem remunerado como cozinheira em Mallorca.
A vítima concordou e contraiu uma dívida com eles, pois eles pagaram suas passagens aéreas para a ilha. Quando chegou, porém, o emprego não existia e ele foi forçado a trabalhar em vários ofícios e sob ameaça, trabalhando 17 horas por dia, sem descanso e sem qualquer pagamento, pelo qual chegou a implorar para poder comer.
PROSTITUIÇÃO EM MANACOR
Com essas informações, foi iniciada uma investigação que levou a um estabelecimento em Manacor onde a prostituição estava sendo praticada. Os agentes descobriram que os investigados haviam tentado recrutar duas mulheres em um país sul-americano.
Os agentes realizaram uma inspeção no estabelecimento de propriedade dos investigados e entraram em contato com uma dúzia de mulheres que moravam e trabalhavam no local. De acordo com seus relatos, elas haviam viajado para a Espanha com falsas promessas de trabalho ou motivadas por necessidades econômicas.
De acordo com a polícia, os investigados ficavam com uma porcentagem dos ganhos das mulheres que podia chegar a 40%. Eles também cobravam aluguel para que elas morassem nos quartos onde trabalhavam.
Além disso, os agentes descobriram que várias mulheres eram coagidas a se prostituir sob ameaça de penalidades financeiras ou expulsão do local.
INTERVENÇÃO DE UMA ESPINGARDA DE CANO SERRADO
No decorrer das investigações realizadas, os agentes apreenderam uma espingarda de cano serrado, de propriedade do líder da organização criminosa, que ele supostamente usava para fins de intimidação.
A investigação, que durou dez meses, culminou na fase operacional, realizada na última sexta-feira, com a prisão de seis membros da organização, alguns dos quais já tinham registros policiais anteriores.
Os agentes realizaram uma busca nas instalações e verificaram a situação insalubre e insegura em que as mulheres estavam sendo mantidas. Além disso, foram apreendidas várias doses de cocaína, maconha e anotações referentes às contas utilizadas pela organização.
As instalações foram fechadas como medida de precaução e as detentas foram levadas aos tribunais na segunda-feira. Três deles foram mandados para a prisão.
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