DELEGACIÓN DEL GOBIERNO EN ARAGÓN
ZARAGOZA 21 mar. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Nacional confirmou que o crime ocorrido neste sábado, no qual uma mulher foi morta a tiros por um homem no bairro de Las Fuentes, em Zaragoza, é um caso de violência de gênero, uma vez que ambos eram ex-parceiros. Com este, já somam 14 as mulheres assassinadas por seus parceiros ou ex-parceiros no que vai do ano, além de duas crianças mortas por violência de gênero.
Foi o que comunicou o porta-voz da Polícia Nacional, Rubén Nido, em declarações à Aragón Radio divulgadas pela Europa Press, onde confirmou que não havia denúncias anteriores de maus-tratos no âmbito familiar e que a vítima não estava registrada no sistema VioGén.
O fato ocorreu às 9h20 na rua Cardenal Cisneros, no bairro de Las Fuentes, quando um homem atirou no corpo de uma mulher e depois em si mesmo, resultando na morte de ambos.
O delegado do Governo em Aragão, Fernando Beltrán, destacou a “crueldade” do crime por ter sido cometido na rua em plena luz do dia, com premeditação, já que o agressor estava esperando pela vítima, e por ter disparado vários tiros.
“Ele conhecia os passos que ela dava, soube que iria encontrá-la na rua em um determinado local e a uma determinada hora e foi ao seu encontro já com a intenção de assassiná-la”, descreveu o representante do Estado em Aragão.
O agressor possuía uma licença para armas esportivas e, de fato, foram encontradas várias armas, uma das quais, de competição, foi a que ele utilizou para cometer o crime e, em seguida, tirar a própria vida.
“Ele não possuía a arma por ser membro de um Corpo das Forças de Segurança nem por pertencer às Forças Armadas”, esclareceu Beltrán em uma coletiva de imprensa antes de a Polícia Nacional confirmar que se trata de um caso de violência de gênero.
“Estamos vivendo uma verdadeira praga que representa esse tipo de violência exercida contra a mulher pelo simples fato de ser mulher, por essa patologia, essa atitude doentia de considerar que a mulher é um objeto e uma posse e que, se não a possui, não a tem, tira-lhe a vida”, adiantou Beltrán em uma avaliação preliminar.
A Polícia Nacional investiga a cena do crime, onde chamou a atenção a presença de um veículo mal estacionado com os pisca-pisca acesos. “Ainda não foram localizadas as chaves desse carro. Estamos analisando a possibilidade de ser dele ou dela, mas, como as chaves não foram encontradas, as placas foram divulgadas pela rádio e agora estamos verificando a propriedade do carro”, explicou o Delegado do Governo.
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