Europa Press/Contacto/Sofya Sandurskaya
MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
A Polícia de Moscou invadiu nesta quinta-feira o escritório do jornal independente “Novaya Gazeta”, símbolo da imprensa crítica ao Kremlin, no contexto do endurecimento da censura aos meios de comunicação nos últimos anos devido à guerra contra a Ucrânia.
“Não sabemos o motivo; os advogados da redação não têm permissão para acessar o escritório na avenida Potapovski, onde também se encontram alguns membros da equipe”, informou o próprio jornal em suas redes sociais.
Oleg Roldugin, colunista do jornal e cofundador do diário “Sobesednik”, foi detido após uma série de buscas policiais em sua residência e levado à Direção Geral de Investigação do Ministério do Interior para ser interrogado.
O Ministério do Interior russo abriu uma investigação sobre o uso, a transferência ou o armazenamento ilegal de dados pessoais com base no artigo 272.1 do Código Penal, embora não mencione o “Novaya Gazeta”.
“Entre 2025 e 2026, foram realizadas buscas em recursos privados de armazenamento de dados pessoais para obter dados dos cidadãos, que posteriormente foram utilizados para publicar artigos em canais do Telegram”, indicou, segundo informou a Interfax.
O editor e cofundador do jornal, Dimitri Muratov, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2021 e anunciou que doaria a medalha que recebeu em Oslo para ajudar os refugiados ucranianos, em um gesto simbólico com o qual pretendia chamar a atenção para os milhões de pessoas deslocadas pela ofensiva militar lançada pela Rússia.
Um tribunal de Moscou revogou a licença do jornal em setembro de 2022, após reconhecer publicamente que deveria evitar certos conteúdos para não correr o risco de ser fechado, após o endurecimento da censura promovida pelo Kremlin.
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