Michael Kappeler/dpa - Arquivo
MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - As forças de segurança de Israel declararam “fugitivo” Yisrael Einhorn, ex-assessor de campanha do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, após emitirem um mandado de prisão contra ele, à medida que avançam as investigações sobre o escândalo conhecido como “Qatargate”.
“Einhorn é suspeito neste caso e está sendo investigado por crimes, como passar informações confidenciais, pelo que foi emitida uma ordem de prisão contra ele”, explicou a polícia, de acordo com informações recolhidas pelo jornal “The Times of Israel”.
Apesar disso, as forças de segurança esclareceram que Einhorn, que atualmente reside na Sérvia, decidiu permanecer fora do país, pelo que é considerado um “fugitivo”.
Além disso, a polícia solicitou à Justiça israelense a prorrogação por mais dois meses das medidas cautelares impostas contra Yonatan Urich — que também foi assessor de Netanyahu — por ter supostamente entregue informações favoráveis ao Catar a vários meios de comunicação de Israel.
Essas medidas proíbem Urich de falar com qualquer pessoa ligada ao caso, incluindo o próprio primeiro-ministro, embora este não seja considerado suspeito no momento. Ele também está proibido de trabalhar para o gabinete de Netanyahu, conforme indicado nessas informações.
Einhorn, Urich e o ex-porta-voz Eli Feldsten foram acusados de obter quantias avultadas de dinheiro por divulgar informações favoráveis ao Catar durante quase um ano após os ataques de 7 de outubro contra Israel e apesar dos laços entre Doha e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Feldstein, que está em prisão domiciliar desde dezembro de 2024, foi acusado juntamente com o reservista do Exército Ari Rosenfeld, que também foi acusado de “transferir informações confidenciais” obtidas quando trabalhava para a Inteligência Militar israelense.
Ambos foram acusados de filtrar essas informações para influenciar a opinião pública em relação ao processo de negociação para conseguir a libertação dos reféns, ações com as quais buscavam favorecer os interesses do primeiro-ministro israelense.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático