Europa Press/Contacto/Nir Alon
MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
A polícia israelense usou canhões de água para tentar dispersar centenas de manifestantes reunidos na quinta-feira perto da casa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, para protestar contra o governo e sua intenção de demitir o chefe do Serviço Nacional de Inteligência (Shin Bet), Ronen Bar.
Os manifestantes iniciaram uma marcha do campus da Universidade Hebraica até a residência particular de Netanyahu, no bairro vizinho de Nehavia. Os policiais de fronteira bloquearam o acesso à rua onde está localizada a casa do primeiro-ministro, enquanto os manifestantes chegaram a erguer pequenas barricadas.
Além de usar canhões de água, os policiais empurraram alguns dos manifestantes, inclusive o líder do partido Democratas Progressistas, Yair Golan, de acordo com vídeos postados nas mídias sociais e noticiados pela imprensa local. Esses eventos geraram polêmica e outros políticos condenaram a ação policial.
O ex-primeiro-ministro e atual líder da oposição, Yair Lapid, disse que "condenou veementemente" a violência policial e afirmou que Golan - ex-vice-chefe do Estado-Maior do exército israelense - "não pode ser ferido enquanto se manifesta pela democracia israelense".
Lapid, que publicou um post em seu perfil oficial de mídia social, pediu ao Comissário de Polícia Daniel Levy que "ordenasse uma investigação imediata sobre o incidente".
Espera-se que o Conselho de Ministros vote na quinta-feira a demissão de Bar como chefe do Shin Bet, uma medida amplamente criticada pela oposição israelense e parte do público, que a vê como uma punição pela investigação do serviço de inteligência que revelou um suposto esquema de corrupção entre o governo, o Catar e o financiamento do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
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