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MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -
A polícia francesa revistou na quarta-feira a sede do Rally Nacional por suspeita de financiamento irregular de suas campanhas, depois que sua líder, Marine Le Pen, foi condenada e desqualificada no final de março por desvio de fundos da União Europeia em um caso de contratação de assistentes falsos.
Nesse caso, cerca de 20 policiais invadiram a sede do partido de extrema direita em um caso aberto há um ano sobre o suposto financiamento irregular de campanhas para as eleições presidenciais e legislativas de 2022, bem como para as eleições europeias de 2024.
O presidente do National Rally, Jordan Bardella, criticou em sua conta na rede social X que essa operação "espetacular e sem precedentes" é "uma nova operação de assédio e "constitui um sério ataque ao pluralismo e à mudança democrática".
Bardella disse que todos os e-mails, documentos e registros contábeis foram apreendidos. "Todos os arquivos relacionados às últimas campanhas regionais, presidenciais, legislativas e europeias, em outras palavras, toda a atividade eleitoral do partido, estão agora nas mãos dos tribunais", disse ele.
O líder da extrema direita garantiu que não conhece as "acusações precisas" que justificam essa operação e assegurou que "nunca um partido de oposição sofreu ataques tão implacáveis durante a Quinta República".
A Promotoria de Paris também informou que as buscas também foram realizadas nos escritórios das empresas em questão, bem como nas residências dos responsáveis por essas empresas, conforme relatado pelo canal de televisão francês BFMTV.
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