Allison Sales/dpa - Arquivo
MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira uma busca na residência do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, em Brasília, em busca de armas, munições e documentação relacionada, por ordem do juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após constatar discrepâncias entre o arsenal registrado e o entregue às autoridades.
O juiz destaca no despacho que existe “uma discrepância entre o número de armas de fogo registradas legalmente em nome do detento e aquelas que realmente foram entregues às autoridades competentes”, motivo suficiente para ordenar a busca e “confiscar qualquer arma que possa estar em posse do condenado”.
A busca durou pouco mais de uma hora e nenhuma arma foi encontrada. De Moraes decidiu na última sexta-feira manter Bolsonaro em prisão domiciliar em troca da entrega de todas as armas registradas em seu nome, que, segundo a defesa do ex-presidente, são oito, todas elas nas instalações do Exército.
No entanto, duas delas não foram encontradas, pelo que o juiz teve que ordenar a busca. A defesa explicou ao Supremo que uma das armas que faltam é a que deu origem a todo o caso e que foi encontrada em posse de um de seus guarda-costas durante uma blitz de trânsito de rotina em meados de junho, enquanto a outra está nas mãos de um importador no Rio Grande do Sul.
Isso levou as autoridades a analisar se Bolsonaro teria cometido alguma infração ao manter essa arma em sua residência, chegando até mesmo a considerar a possibilidade de que ele perdesse o benefício penitenciário de cumprir, em prisão domiciliar por motivos de saúde, sua pena por golpe de Estado.
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