CEUTA 21 ago. (EUROPA PRESS) -
Um forte contingente policial acompanha, desde as primeiras horas desta sexta-feira, os funcionários da empresa Servilimpce, responsável pela limpeza da praia de El Trampolín, em Ceuta, onde centenas de imigrantes passaram a noite em acampamentos. Assim, retomam-se as tarefas de limpeza do local, já que elas tiveram que ser suspensas nesta quinta-feira devido ao retorno de parte das milhares de pessoas que haviam sido removidas.
No final da manhã desta quinta-feira, os funcionários da empresa de limpeza tiveram que interromper suas tarefas nessa mesma praia, após o retorno de vários imigrantes ao local, que havia sido previamente desocupado.
Inicialmente, especulou-se que eles tivessem voltado para pegar alguns pertences, como documentos ou celulares. No entanto, essa possibilidade se dissipou poucos minutos depois, já que os próprios imigrantes que haviam sido desalojados começaram, mais uma vez, a montar suas barracas e acampamentos em El Trampolín com a intenção de permanecer ali.
Nesse momento, a Cidade Autônoma deu a ordem para suspender a operação de limpeza até que a segurança dos funcionários fosse garantida.
Nesta sexta-feira, o cenário é diferente e os serviços de limpeza estão realizando os trabalhos de higienização da área, enquanto agentes da Polícia Nacional escoltam um batalhão de garis.
Além disso, na parede da Usina de Dessalinização de Ceuta — localizada na mesma praia —, mais de mil pessoas de origem magrebina aguardam o término das tarefas de limpeza.
Os imigrantes foram divididos em dois grupos: os subsaarianos, provenientes de países de alto risco e, portanto, mais propensos a receber decisões favoráveis de asilo, e os magrebinos. Estes, em sua maioria marroquinos, pertencem a um país do qual apenas cerca de 5% dos pedidos de asilo são aceitos. É de se esperar, portanto, que nos próximos dias cheguem as primeiras ordens de expulsão. Enquanto isso, no Trampolin, a polícia escolta as equipes de limpeza
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático