Europa Press/Contacto/Saulo Angelo
MADRID 15 nov. (EUROPA PRESS) -
A polícia do Rio de Janeiro garantiu aos tribunais que sua intervenção na operação policial que deixou mais de 120 pessoas mortas em duas favelas da cidade brasileira no final de outubro foi justificada por se tratar de um "cenário de guerra".
"Cumpre ressaltar, preliminarmente, que a operação ocorreu em um cenário de guerra de alta complexidade operacional, conforme amplamente divulgado pela mídia", diz um relatório preparado pela força policial e apresentado ao tribunal que emitiu os mandados de prisão para a operação, conforme relatado pela Agência do Brasil.
Esses mandados, que também permitiam a entrada em residências suspeitas, não puderam ser cumpridos devido a um intenso tiroteio entre as forças de segurança e supostos membros de organizações criminosas, situação que, segundo a polícia, forçou uma mudança no plano de ação.
A polícia também forneceu uma lista de sete endereços nos quais foram feitas prisões e apreensões de drogas e outros itens; no entanto, em 27 outros endereços, nada de ilegal foi encontrado ou o acesso a esses endereços não foi possível.
O relatório também foi enviado ao juiz da Suprema Corte, Alenxandre de Moraes, responsável pela investigação do caso e para quem já foram determinadas medidas para reduzir a letalidade das operações.
A operação foi a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, matando 121 pessoas, incluindo quatro policiais. O alvo eram membros do Comando Vermelho, uma das principais organizações criminosas do Brasil.
Por sua vez, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, comemorou o sucesso da operação, da qual participaram cerca de 2.500 soldados, e atribuiu o grande número de mortes à reação violenta dos moradores desses dois bairros, apesar das críticas, inclusive do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que descreveu a operação como um "massacre" e "desastrosa". Foram efetuadas 113 prisões e apreendidas 118 armas e uma tonelada de drogas.
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